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Hidra financeira, colonialismo de dados e governança da IA: deslocamentos no núcleo do capitalismo global

Introdução


O presente artigo está relacionado à pesquisa que desenvolvo desde meados de 2026 intitulada "Governança do complexo organizacional BRICS/NDB: desafios de sustentabilidade diante da emergência climática". Entretanto, aqui não trato de sustentabilidade, mas de temas correlatos: a financeirização do Planeta e o colonialismo tecno-algorítmico. O texto é resultante de uma interação dialógica com uma chamada Inteligência Artificial (Servomecanismo Socioalgorítmico), a Perplexity. Organizei o conteúdo por meio de uma hipótese sobre a relação entre duas obras e informações sobre o BRICS/NDB.

Nas últimas décadas, o núcleo do capitalismo global passou a ser descrito em termos de uma financeirização extrema, comandada por um oligopólio de megabancos que coordena a criação e a circulação de moeda, o preço do dinheiro e a dinâmica da dívida. Em anos mais recentes, porém, a expansão da economia de plataformas e da inteligência artificial deslocou o foco analítico para um novo regime de dominação, definido como colonialismo de dados, no qual a vida cotidiana é convertida em matéria-prima informacional para extração de valor e modulação de comportamentos. A hipótese que orienta este texto é que o núcleo financeiro, tal como caracterizado por François Morin, não foi substituído, mas recoberto e reforçado por um núcleo tecno-algorítmico de colonialismo de dados.


A partir dessa hipótese, o texto articula três movimentos: (1) apresenta sinteticamente as contribuições de François Morin em A hidra mundial e da coletânea Colonialismo de dados: como opera a trincheira algorítmica na guerra neoliberal; (2) discute como BRICS e seu Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) introduzem uma diferença relativa na arquitetura financeira; (3) analisa a emergência de uma governança global da IA, com destaque para a cúpula realizada na Índia e para a regulação europeia (AI Act), como tentativas de normatizar – mais do que transformar – o núcleo tecno-financeiro emergente.


A hidra mundial: o oligopólio bancário como núcleo do sistema


Em A hidra mundial, François Morin propõe a imagem de uma "hidra" para descrever o oligopólio de cerca de duas dezenas de megabancos sistêmicos que, de fato, funcionam como um organismo único no comando dos principais mercados financeiros globais (câmbio, juros, derivativos, títulos)[1][2][6]. Esses bancos não apenas intermedeiam fluxos, mas estruturam o próprio campo de possibilidades da economia mundial, definindo a taxa de juros relevante, organizando a securitização de dívidas e difundindo produtos financeiros complexos que capturam Estados, empresas e famílias.

A crise de 2008 aparece, nessa leitura, como momento revelador: ao transformar perdas privadas em dívida pública, os Estados consolidam sua posição de reféns da hidra, reforçando uma lógica na qual políticas fiscais e monetárias passam a ser calibradas pela sensibilidade dos mercados, ratings de risco e spreads de juros[1][5][6]. Morin sustenta que os Estados perderam grande parte do controle sobre a moeda e o crédito, cedendo soberania a um oligopólio bancário transnacional cuja capacidade de coerção se exerce hoje por meio de instrumentos financeiros, e não apenas pela força política clássica[1][4][6].


Colonialismo de dados: a trincheira algorítmica da guerra neoliberal


A coletânea Colonialismo de dados: como opera a trincheira algorítmica na guerra neoliberal desloca o foco para a camada infraestrutural digital do capitalismo contemporâneo. Inspirando-se em autores que falam em "data colonialism", a obra argumenta que a nova fronteira de acumulação se dá pela apropriação sistemática de dados sobre comportamentos, relações e afetos, transformando a própria experiência social em recurso extrativo[7][8][11].

As plataformas digitais e grandes corporações tecnológicas são analisadas como dispositivos de captura contínua de dados, que alimentam sistemas algorítmicos voltados à vigilância, profiling e modulação de condutas[7][8][11]. A "trincheira algorítmica" da guerra neoliberal manifesta-se em práticas como personalização de conteúdos, scoring de crédito e risco, automação de decisões em políticas públicas e segurança, bem como em formas mais difusas de gestão preditiva de populações. Trata-se de um colonialismo que atualiza e aprofunda hierarquias centro–periferia: dados extraídos em larga escala no Sul Global são processados e apropriados por conglomerados sediados majoritariamente no Norte, reforçando dependências históricas com nova gramática técnica[7][8][11][12].


Comparação entre as duas obras

Aspecto

A hidra mundial (Morin)

Colonialismo de dados (Cassino, Souza, Silveira)

Núcleo analítico

Oligopólio bancário transnacional, composto por ~28 megabancos sistêmicos.

Oligopólio de plataformas e infraestruturas digitais que extraem e monetizam dados.

Forma de poder

Poder monetário e financeiro sobre câmbio, juros, crédito e dívida pública.

Poder informacional e algorítmico sobre dados, atenção e comportamentos.

Mecanismo de dominação

Financeirização, endividamento e disciplinamento dos Estados via mercados.

Dataficação da vida, vigilância e modulação algorítmica das condutas.

Escala e espacialidade

Rede bancária global que atravessa Estados-nação.

Infraestruturas digitais globais, com assimetria centro–periferia de dados.

Horizonte normativo

Novo pacto monetário global, re-regulação do sistema bancário.

Descolonização dos dados, regulação de plataformas e soberania digital.

Tabela 1: Comparação das contribuições de A hidra mundial e Colonialismo de dados


Essa comparação evidencia um deslocamento do olhar: Morin torna visível a infraestrutura financeira que comanda a acumulação; a coletânea sobre colonialismo de dados revela a infraestrutura informacional que, hoje, alimenta e afina a capacidade de controle dessa mesma acumulação.


Integração dos dois núcleos: da hidra financeira à hidra tecno-financeira


A hipótese de um núcleo financeiro ofuscado por um núcleo de dados encontra confirmação parcial na articulação entre essas duas obras. A financeirização permanece estruturante: dívidas, derivativos, mercados de capitais e grandes bancos seguem no comando da macro-arquitetura do capitalismo. Mas a extração de dados torna-se condição para refinar a precificação de risco, personalizar ofertas, automatizar decisões de crédito, antecipar crises e governar populações por meio de modelos preditivos[8][11][12].

Em vez de uma substituição, há uma integração: o colonialismo de dados fornece insumos para o funcionamento da hidra financeira, enquanto a finança estrutura o ambiente em que plataformas e IA se expandem. O resultado é um núcleo tecno-financeiro no qual bancos, big techs, fundos de investimento e Estados se articulam em torno de infraestruturas de nuvem, dados e modelos de IA que atravessam fronteiras nacionais e esgarçam ainda mais os limites da soberania.

BRICS e NDB: brecha para uma soberania financeira relativa

Nesse cenário, BRICS e o Novo Banco de Desenvolvimento representam uma tentativa de reconfigurar parcialmente a geopolítica da hidra financeira. Ao criar um banco de desenvolvimento controlado por países emergentes, com capital próprio e foco em infraestrutura e sustentabilidade, o bloco busca reduzir a dependência exclusiva de FMI e Banco Mundial e ampliar o espaço de manobra para políticas de desenvolvimento menos subordinadas à condicionalidade neoliberal[17][18][19].

A ênfase em empréstimos em moedas locais e em instrumentos de desdolarização sinaliza um esforço para limitar um dos principais mecanismos de disciplinamento da hidra – a centralidade do dólar e dos mercados de títulos dominados por bancos e fundos do Norte[22][25][28]. Contudo, o NDB opera ainda dentro da mesma lógica financeira global: capta recursos em mercados, avalia risco segundo parâmetros similares, financia projetos que muitas vezes se articulam a cadeias produtivas e tecnológicas estruturadas por grandes grupos privados[18][29].

Além disso, a intervenção dos BRICS é fortemente concentrada na dimensão financeira; não há, até o momento, um equivalente institucional no campo dos dados e da IA que articule soberania digital, infraestruturas públicas de dados e alternativas às grandes plataformas[7][8][11]. A diferença que o NDB introduz é real, mas localizada: abre espaço para uma soberania financeira relativa, sem reconstituir o núcleo tecno-algorítmico onde hoje se concentram novas formas de poder.


Governança da IA: cúpula da Índia e regulação europeia

A realização de uma cúpula mundial sobre governança da IA na Índia indica que o núcleo algorítmico da ordem global se tornou objeto explícito de disputa normativa. A Índia projeta-se como porta-voz do Sul Global ao defender uma IA "responsável", inclusiva, orientada ao desenvolvimento e à redução de desigualdades, e ao propor commons globais de IA e cooperação em infraestrutura e capacidades[33][54][57][60].

No entanto, o formato dessas decisões é predominantemente declarativo e voluntário: produz princípios, diretrizes e plataformas de cooperação, mas não cria autoridade regulatória nem mecanismos vinculantes capazes de alterar a estrutura proprietária do colonialismo de dados[34][40][45]. A cúpula complexifica a governança, introduz atores do Sul na disputa de narrativa e de desenho de princípios, mas o faz sem tocar o coração material do poder das plataformas.

Em paralelo, a União Europeia avança com o AI Act, um marco regulatório abrangente e vinculante, baseado em proibições de práticas consideradas inaceitáveis (como certas formas de social scoring e vigilância biométrica massiva) e em requisitos rigorosos para sistemas de alto risco (governança de dados, transparência, supervisão humana, avaliação de impacto em direitos)[47][50][53][56]. Aqui, a convergência com a agenda da Índia é clara no plano dos valores (direitos, inclusão, transparência), mas o instrumento é outro: trata-se de hard law, com sanções significativas e efeitos extraterritoriais[47][55][58].

Essa regulação, embora imponha limites a práticas típicas do colonialismo de dados, também tende a reforçar a posição das grandes corporações capazes de cumprir os custos de conformidade, estabilizando um mercado global de IA onde poucos atores detêm capacidade tecnológica, computacional e financeira para operar em escala[52][58]. Assim, a Europa atua como polo normativo que ao mesmo tempo mitiga alguns excessos do colonialismo de dados e consolida um regime tecno-financeiro gerido por grandes conglomerados.

Conclusões

O diálogo entre A hidra mundial e Colonialismo de dados permite reconstituir o núcleo do capitalismo contemporâneo como uma hidra tecno-financeira, na qual o oligopólio bancário e o oligopólio de dados e algoritmos se entrelaçam. A financeirização segue definindo a macro-estrutura da acumulação, mas a captura de dados e a modulação algorítmica tornam-se centrais para produzir informação, controlar comportamentos e refinar a extração de valor, especialmente em contextos marcados por desigualdade e heranças coloniais.

BRICS e NDB introduzem fissuras na arquitetura financeira ao oferecer alternativas parciais à hegemonia do dólar e dos organismos multilaterais tradicionais, abrindo um espaço de soberania financeira relativa para o Sul Global. Contudo, o núcleo tecno-algorítmico permanece amplamente sob controle de grandes plataformas e infraestruturas digitais baseadas no Norte, sem que o bloco disponha, por enquanto, de instituições análogas às do NDB no campo dos dados e da IA.

A governança emergente da IA apresenta um quadro ambivalente. A cúpula na Índia sinaliza a vontade de ampliar a participação de países em desenvolvimento na definição de princípios e caminhos para uma IA inclusiva e transparente, mas limita-se a instrumentos de soft law. A União Europeia, com o AI Act, materializa parte dessa agenda em normas vinculantes, contendo certos dispositivos mais agressivos do colonialismo de dados, ao custo de reforçar a centralização do poder tecnológico e financeiro em poucos atores globais.

No plano da hipótese inicial, não se observa uma substituição pura do núcleo financeiro por um núcleo de dados, mas a sua integração em um complexo tecno-financeiro que associa bancos, plataformas, fundos e Estados. A hidra mundial de Morin ganha novas cabeças ao se acoplar ao colonialismo de dados; a disputa em torno de BRICS, NDB, cúpula da Índia e AI Act revela que, embora haja movimentos de contestação e tentativa de reequilíbrio, o poder estrutural continua concentrado na intersecção entre finança global e infraestruturas algorítmicas – um campo onde a questão da soberania, hoje, é simultaneamente monetária, digital e epistêmica.


Referências

[1] Morin, F. (2015). A hidra mundial: o oligopólio bancário. São Paulo: Real Politik.

[2] BBC Brasil. (2016). Qual a força dos 28 bancos que dominam as finanças do planeta. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160330_bancos_economia_global_fn

[3] Portal Olavo Dutra. (2026). Um livro incômodo que revela a hidra financeira, os juros e o Brasil obediente. Disponível em: https://www.portalolavodutra.com.br/materias/um_livro_incomodo_que_revela_a_hidra_financeira_os_juros_e_o_brasil_obediente

[4] Instagram - Selo Real Politik. (2025). O poder bancário substituiu a coerção política. Disponível em: https://www.instagram.com/reel/DRkR4P4AHBV/

[5] G1. (2016). Qual a força dos 28 bancos que dominam as finanças do planeta. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2016/04/qual-forca-dos-28-bancos-que-dominam-financas-do-planeta.html

[6] IHU Unisinos. (2015). O oligopólio bancário age como uma quadrilha organizada. Entrevista com François Morin. Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/noticias/545323

[7] Fiocruz - Porto Livre. (2022). Colonialismo de dados: como opera a trincheira algorítmica na guerra neoliberal. Disponível em: https://portolivre.fiocruz.br/colonialismo-de-dados-como-opera-trincheira-algoritmica-na-guerra-neoliberal

[8] objETHOS. (2018). Colonialismo de dados sinaliza nova modalidade de capitalismo na era digital. Disponível em: https://objethos.wordpress.com/2018/10/22/colonialismo-de-dados-sinaliza-nova-modalidade-de-capitalismo-na-era-digital/

[9] Goodreads. (2026). A Hidra Mundial - François Morin. Disponível em: https://www.goodreads.com/topic/show/23855209-a-hidra-mundial---fran-ois-morin

[10] Mediapart. (2015). François Morin: l'oligopole bancaire, une « hydre mondiale ». Disponível em: https://www.mediapart.fr/journal/economie/140715/francois-morin-loligopole-bancaire-une-hydre-mondiale

[11] Universidade Federal do Ceará. Resenha da obra "Colonialismo de dados e modulação algorítmica: tecnopolítica, sujeição e guerra neoliberal". Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/download/95318/252208

[12] Cadernos do Desenvolvimento. (2025). Capitalismo de plataformas e a economia de dados. Disponível em: https://www.cadernosdodesenvolvimento.org.br/cdes/article/view/841

[13] Instagram. (2025). François Morin viu a Hidra de perto e decidiu expô-la. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DR-PrP0kk1R/

[14] Les Semeurs. L'HYDRE MONDIALE, l'oligopole bancaire (F. Morin). Disponível em: https://www.lesemeurs.com/Lecture-zen-acv.aspx?ID=1412

[15] UFC - Entre Palavras. Resenha da obra "Colonialismo de dados e modulação algorítmica". Disponível em: https://periodicos.ufc.br/entrepalavras/article/download/95318/252536

[16] New Development Bank. (2025). Governance. Disponível em: https://www.ndb.int/governance/

[17] BRICS Brasil. (2025). New Development Bank. Disponível em: https://brics.br/en/about-the-brics/new-development-bank

[18] New Development Bank. (2026). Home. Disponível em: https://www.ndb.int

[19] Wikipedia. (2013). New Development Bank. Disponível em: https://en.wikipedia.org/wiki/New_Development_Bank

[20] BRICS Policy Center. (2018). Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Disponível em: https://bricspolicycenter.org/new-development-bank/

[21] NIHSS. The BRICS new development bank as alternative to the World bank and IMF. Disponível em: http://nihss.ac.za/node/711

[22] Cambridge University Press. Can BRICS De-dollarize the Global Financial System? Disponível em: https://www.cambridge.org/core/elements/can-brics-dedollarize-the-global-financial-system/0AEF98D2F232072409E9556620AE09B0

[23] BRICS Brasil. (2025). BRICS Bank: learn how the financial mechanism that drives developing economies works. Disponível em: https://brics.br/en/news/brics-bank-learn-how-the-financial-mechanism-that-drives-developing-economies-works

[24] UERJ. (2022). Novo banco de desenvolvimento do BRICS: alternativa ao sistema financeiro internacional. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/muralinternacional/article/view/63700

[25] Voice of East. (2025). Weaponizing Finance: De-Dollarization And The Rise Of BRICS New Development Bank. Disponível em: https://voiceofeast.net/2025/07/02/weaponizing-finance-de-dollarization-and-the-rise-of-brics-new-development-bank/

[26] New Development Bank. (2025). NDB at the 17th BRICS Summit. Disponível em: https://www.ndb.int/event/ndb-at-the-17th-brics-summit/

[27] BRICS Connect. (2024). Can the BRICS' New Development Bank rival the IMF or World Bank? Disponível em: https://bricsconnect.co/2024/08/25/can-the-brics-new-development-bank-rival-the-imf-or-world-bank/

[28] SAGE Journals. (2025). De-dollarization and global sovereignty: BRICS' quest for a new international order. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/19427786241266896

[29] Wiley Online Library. New Development Bank's role in the global financial architecture. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/1758-5899.13389

[30] International Banker. (2014). Can the BRICS New Development Bank Compete with the World Bank and IMF? Disponível em: https://internationalbanker.com/banking/can-brics-new-development-bank-compete-world-bank-imf/

[31] Tech Policy Press. What Is at Stake as Global Leaders Gather for India's AI Summit. Disponível em: https://techpolicy.press/what-is-at-stake-as-global-leaders-gather-for-indias-ai-summit

[32] Deutsche Welle. (2026). India's AI governance push takes center stage at summit. Disponível em: https://www.dw.com/en/indias-ai-governance-push-takes-center-stage-at-summit/a-76058826

[33] Press Information Bureau of India. (2026). India's Digital Ambition Shaping Global AI Governance. Disponível em: https://www.pib.gov.in/PressReleseDetailm.aspx?PRID=2229727

[34] Chatham House. (2026). Do AI summits work? Disponível em: https://www.chathamhouse.org/2026/02/do-ai-summits-work

[35] Crowell & Moring. (2025). Setting the Agenda for Global AI Governance: India to Host AI Impact Summit. Disponível em: https://www.crowell.com/en/insights/client-alerts/Setting-the-Agenda-for-Global-AI-Governance-India-to-Host-AI-Impact-Summit

[36] Prime Minister of India. (2023). PM inaugurates annual Global Partnership on Artificial Intelligence (GPAI) Summit. Disponível em: https://www.pmindia.gov.in/en/news_updates/pm-inaugurates-annual-global-partnership-on-artificial-intelligence-gpai-summit/

[37] Hindustan Times. (2026). AI Summit in India concludes with 86 countries signing New Delhi Declaration. Disponível em: https://www.hindustantimes.com/india-news/ai-summit-in-india-concludes-with-86-countries-signing-new-delhi-declaration

[38] Common Dreams. (2026). Bucking 'Huge Consensus' at India Summit, Trump Admin opposes AI rules. Disponível em: https://www.commondreams.org/news/us-opposes-ai-rules

[39] Press Information Bureau of India. (2023). Global Partnership on Artificial Intelligence. Disponível em: https://www.pib.gov.in/PressReleaseIframePage.aspx?PRID=1985585

[40] News on AIR. (2026). India-AI Impact Summit concludes with adoption of New Delhi Declaration. Disponível em: https://www.newsonair.gov.in/india-ai-impact-summit-2026-adopts-new-delhi-declaration/

[41] India AI. (2026). India AI Impact Summit 2026. Disponível em: https://impact.indiaai.gov.in

[42] Press Information Bureau of India. (2025). India-AI Impact Summit 2026. Disponível em: https://www.pib.gov.in/PressReleasePage.aspx?PRID=2228824

[43] The Print. (2026). AI Summit ends with 88 nations adopting New Delhi Declaration. Disponível em: https://theprint.in/tech/ai-summit-ends-with-88-nations-adopting-new-delhi-declaration-calls-for-cooperation-sovereignty/2860446

[44] India AI. About Global IndiaAI Summit. Disponível em: https://indiaai.gov.in/globalindiaaisummit/about-global-indiaai-summit

[45] Partnership on AI. (2026). Six AI Governance Priorities for 2026. Disponível em: https://partnershiponai.org/resource/six-ai-governance-priorities/

[46] EU Artificial Intelligence Act. (2025). Up-to-date developments. Disponível em: https://artificialintelligenceact.eu

[47] European Commission. (2026). AI Act | Shaping Europe's digital future. Disponível em: https://digital-strategy.ec.europa.eu/en/policies/regulatory-framework-ai

[48] EU Artificial Intelligence Act. The Act Texts. Disponível em: https://artificialintelligenceact.eu/the-act/

[49] ISACA. (2024). Understanding the EU AI Act. Disponível em: https://www.isaca.org/resources/white-papers/2024/understanding-the-eu-ai-act

[50] EY. The European Union Artificial Intelligence Act - Political Agreement Overview. Disponível em: https://www.ey.com/content/dam/ey-unified-site/ey-com/en-gl/services/ai/documents/ey-eu-ai-act-political-agreement-overview-february-2024.pdf

[51] Economic Times. (2026). India announces commitments for inclusive and responsible AI. Disponível em: https://economictimes.com/tech/technology/india-announces-commitments-for-inclusive-and-responsible-ai/articleshow/128541031.cms

[52] ScienceDirect. (2024). Harmonizing innovation and regulation: The EU Artificial Intelligence Act in the international trade context. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0267364924000943

[53] AI Act Law. (2024). AI Act as a neatly arranged website – Legal Text. Disponível em: https://ai-act-law.eu

[54] Economic Times. (2026). India calls for democratic diffusion of AI at New Delhi summit. Disponível em: https://economictimes.com/tech/artificial-intelligence/india-calls-for-democratic-diffusion-of-ai-at-new-delhi-summit/articleshow/128541031.cms

[55] France ONU. (2025). Statement on Inclusive and Sustainable Artificial Intelligence for People and Planet. Disponível em: https://onu.delegfrance.org/statement-on-inclusive-and-sustainable-artificial-intelligence-for-people-and

[56] EY. (2024). The European Union Artificial Intelligence Act. Disponível em: https://www.ey.com/content/dam/ey-unified-site/ey-com/en-gl/insights/public-policy/documents/ey-gl-eu-ai-act-07-2024.pdf

[57] Nature. (2026). Global leaders endorse Delhi Declaration on safe and responsible AI. Disponível em: https://www.nature.com/articles/d44151-026-00036-6

[58] ENSURED Europe. (2025). Anchoring Global AI Governance: How the EU Can Leverage the AI Act. Disponível em: https://www.ensuredeurope.eu/publications/anchoring-global-ai-governance

[59] EU AI Act. (2025). EU Artificial Intelligence Act. Disponível em: https://www.euaiact.com

[60] Ministry of External Affairs, India. (2026). AI Impact Summit Declaration, New Delhi (February 18-19, 2026). Disponível em: https://www.mea.gov.in/bilateral-documents.htm?dtl%2F40809

 
 
 

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