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Pesquisas de opinião e crise dos incumbentes: limites de um paradigma simplificador

Os três objetivos desse artigo são os seguintes:


  1. Examinar a crise dos incumbentes (presidentes e primeiros‑ministros) como expressão da crise da democracia representativa e da governança global, articulada à emergência de neopopulismos antissistema.

  2. Analisar, à luz do paradigma da complexidade, os limites epistêmico‑metodológicos das pesquisas de opinião eleitorais (surveys) em contextos de crise dos incumbentes.

  3. Discutir como plataformas digitais, algoritmos e interesses de mídia/mercado financeiro participam da produção e interpretação de dados de opinião, contribuindo para efeitos performativos sobre a própria crise dos incumbentes.



Introdução


Nas últimas décadas, observa‑se em diferentes democracias uma tendência persistente de desgaste e derrota de incumbentes — presidentes e primeiros‑ministros — frequentemente descrita como “crise dos incumbentes” e associada a um esgotamento mais amplo da democracia representativa. Em paralelo, emergem lideranças neopopulistas que se apresentam como antissistema, capitalizando frustrações sociais, desconfiança institucional e ressentimentos contra elites políticas e econômicas. Esse processo se desenrola em um cenário de crise de governança global, marcado por guerras recorrentes, fragilização de instituições multilaterais, incapacidade de enfrentar a crise climática e expansão de um ecossistema comunicacional estruturado por plataformas digitais e algoritmos opacos.


Nesse contexto, as pesquisas de opinião — em especial os surveys eleitorais — ocupam lugar central na produção de diagnósticos sobre o “humor” do eleitorado e sobre as chances de manutenção ou derrota dos incumbentes, tornando‑se insumo estratégico para mídia, mercado financeiro e atores políticos. No entanto, esses instrumentos quantitativos tendem a operar com um paradigma simplificador: ainda que incluam variáveis como renda, gênero, religião, escolaridade, raça/cor e região, costumam tratá‑las de forma isolada ou em cruzamentos padronizados, captando diferenças estatísticas, mas pouco atentos à interseccionalidade entre esses eixos e às mediações tecnopolíticas na formação da opinião. Com isso, reconstroem experiências situadas em chave individualista e linear, atenuando a percepção de como constrangimentos estruturais e ecossistemas digitais condicionam, filtram e performam as respostas. É justamente esse desencontro entre crises complexas e instrumentos de medida simplificadores que abre espaço para a leitura à luz do paradigma da complexidade.


Tomando como referência o paradigma da complexidade de Edgar Morin, este artigo propõe uma crítica epistêmico‑metodológica das pesquisas eleitorais em contextos de crise dos incumbentes e neopopulismo antissistema. Argumenta‑se que os surveys, longe de instrumentos neutros de mensuração, atuam como dispositivos de simplificação numérica de realidades complexas e como tecnologias imbricadas em campos de poder, contribuindo para reforçar narrativas e dinâmicas da própria crise que pretendem descrever. A partir dessa perspectiva, busca‑se indicar caminhos para reconfigurar a pesquisa política e a própria leitura dos surveys eleitorais, integrando múltiplas escalas analíticas e articulando métodos quantitativos e qualitativos na investigação da formação de opiniões e afetos em tempos de crise sistêmica.


1. Crise dos incumbentes, democracia representativa e governança global


A chamada crise dos incumbentes manifesta‑se, nas últimas décadas, na dificuldade recorrente de presidentes e primeiros‑ministros obterem reeleição ou manterem coalizões minimamente estáveis, em contextos nos quais promessas de bem‑estar e estabilidade democrática se mostram cada vez mais difíceis de cumprir. Em diferentes países, governos são desgastados por ciclos de crise econômica, escândalos de corrupção, disputas em torno de orçamento público, políticas de austeridade e conflitos entre poderes, alimentando desconfiança em relação a partidos e instituições. No caso brasileiro, debates sobre a distribuição do orçamento, o peso relativo de um Congresso caro e pouco responsivo e práticas recorrentes de corporativismo e clientelismo ilustram como a crise de representação envolve não apenas o Executivo, mas arranjos institucionais mais amplos.


Esse quadro se articula a uma crise mais ampla da democracia representativa e da governança global: instituições multilaterais fragilizadas, incapacidade de responder de modo coordenado à crise climática, recrudescimento de guerras e alinhamentos geopolíticos voláteis alimentam a percepção de impotência dos Estados nacionais, especialmente em países periféricos e semiperiféricos. Nessas condições, parte significativa do eleitorado passa a oscilar entre desconfiança em relação a partidos e instituições e apoio volátil a lideranças que prometem soluções rápidas para problemas estruturais.


É nesse terreno que emergem neopopulismos antissistema que se apresentam como voz direta do “povo” contra elites políticas, midiáticas, tecnocráticas ou cosmopolitas, combinando repertórios conservadores, nacionalistas e moral‑religiosos com o uso intensivo de mídias digitais. A crise dos incumbentes, assim, deixa de ser apenas efeito de “má gestão” ou de choques econômicos conjunturais e passa a ser lida como expressão de um processo policausal em que fatores econômicos, institucionais, culturais, religiosos, midiáticos e ecológicos se entrelaçam de forma não linear.


3. Pesquisas de opinião como dispositivos de simplificação


Nesta seção, focalizam‑se as pesquisas de opinião eleitorais — em particular os surveys — como dispositivos centrais de produção de conhecimento sobre a crise dos incumbentes e sobre o comportamento eleitoral em democracias marcadas por neopopulismos antissistema. Em muitos contextos, curvas de intenção de voto, indicadores de rejeição e cenários de segundo turno tornam‑se, para mídia, mercado financeiro e atores políticos, uma espécie de “linguagem comum” para descrever e antecipar a dinâmica da disputa, convertendo realidades complexas em números de fácil circulação.


A crítica a esses instrumentos tem uma linhagem consolidada. Autores como C. Wright Mills, ao falar de empirismo abstrato, chamaram atenção para o risco de transformar a investigação social em sucessões de correlações estatísticas desconectadas de processos históricos e estruturas de poder; Bourdieu, por sua vez, mostrou como as sondagens contribuem para “produzir” uma suposta opinião pública, impondo recortes e perguntas que não emergem necessariamente dos conflitos efetivos. Relatórios e debates institucionais sobre pesquisas de opinião — como os sistematizados em publicações do IPEA — também têm apontado controvérsias sobre desenho amostral, transparência de metodologias e usos políticos dos resultados.


No ecossistema tecnopolítico contemporâneo, essa problemática se adensa. Plataformas digitais regidas por modelos de negócio descritos como capitalismo de plataforma e capitalismo de vigilância, e analisadas por diferentes autores a partir de lógicas de engajamento, filtragem algorítmica e formação de bolhas informacionais, reconfiguram as condições de circulação e de recepção dos dados de opinião. Não se trata apenas de medir preferências pré‑dadas, mas de produzir e amplificar expectativas de vitória ou derrota que circulam em redes segmentadas, interagindo com afetos de medo, indignação e ressentimento.


À luz do paradigma da complexidade, o argumento desenvolvido aqui não é apenas o de que os surveys simplificam demais, mas o de que o fazem de modo específico: tratam eixos estruturais como classe, gênero, raça, religião e território em chave predominantemente isolada ou em cruzamentos padronizados, captando diferenças estatísticas relevantes, porém pouco atentos à interseccionalidade entre esses eixos e à recursividade entre sondagens, narrativas midiáticas e decisões de voto. Como dispositivos de simplificação numérica, operam em um paradigma disjuntivo e linear que tende a atenuar a percepção de processos policausais, não lineares e auto‑eco‑organizadores que caracterizam a crise dos incumbentes e a ascensão de neopopulismos antissistema.


3.1 Descontextualização histórica e sociopolítica


Pesquisas de opinião capturam “fotografias” numéricas de preferências em momentos específicos, mas tendem a fazê‑lo desligadas de processos de longa duração, como a crise de representação, a deslegitimação dos partidos, a erosão da confiança nas instituições e a reconfiguração das formas de mediação entre Estado e sociedade. Esse tipo de operação aproxima‑se do empirismo abstrato descrito por Mills e das sondagens criticadas por Bourdieu: correlações estatísticas sofisticadas, porém pouco ancoradas em análises histórico‑estruturais dos conflitos e diagnósticos de época que as atravessam. O foco em percentuais, curvas e comparações seriadas supõe um contexto relativamente estável e linear, em que oscilações de intenção de voto são interpretadas como resposta imediata a eventos pontuais ou a atributos individuais de candidatos. Em cenários de crise sistêmica, porém, marcados por choques econômicos, polarizações de longo curso, guerras culturais e mutações tecnológicas, preferências se reconfiguram em ritmos e escalas que excedem o horizonte estreito da sondagem pontual. À luz da complexidade, o problema não é produzir “fotografias”, mas tomá‑las como se fossem diagnósticos completos de processos policausais e não lineares.


3.2 Individualização, psicologização e interseccionalidade


A segunda limitação diz respeito à forma como os surveys tendem a individualizar e psicologizar a opinião. O respondente é modelado como portador de uma opinião interna relativamente estável, registrada por meio de respostas discretas a perguntas padronizadas, em vez de ser visto como nó em redes de relações, pertencente a grupos, classes, territórios, tradições religiosas e campos de disputa simbólica. Ainda que os questionários incluam variáveis como renda, escolaridade, gênero, raça/cor, religião e região, essas dimensões costumam ser tratadas de modo aditivo, em cruzamentos padronizados que captam diferenças estatísticas, mas pouco atentos à interseccionalidade entre esses eixos e às formas como elas se manifestam em situações concretas. Em muitos casos, sobretudo quando as coletas se concentram em entrevistas telefônicas ou presenciais em centros urbanos, territórios periféricos e áreas rurais tendem a ficar sub‑representados ou excluídos, não apenas por limitações técnicas, mas também por decisões de custo e tempo em institutos que operam como negócios. A opção por amostras de menor custo e coleta acelerada, em um país de dimensões continentais e profundas desigualdades territoriais, reforça um viés urbano e metropolitano que fragiliza a pretensão de cientificidade dos resultados. Isso ocorre em contextos tecnopolíticos marcados por bolhas informacionais alimentadas por redes sociais, nas quais algoritmos reforçam afinidades ideológicas, morais e identitárias, respostas individuais condensam experiências atravessadas por múltiplas pertenças e desigualdades. O paradigma simplificador, porém, tende a reabsorver essa complexidade em perfis e segmentos de eleitorado relativamente homogêneos, como se a opinião fosse atributo psicológico do indivíduo, e não resultado precário de processos interseccionais e de exposições assimétricas a fluxos de informação.


3.3 Suposta neutralidade e imbricação em campos de poder


A terceira crítica incide sobre a suposta neutralidade técnica das pesquisas de opinião. Muitos levantamentos são concebidos, financiados e interpretados por grandes veículos de comunicação, instituições financeiras e empresas especializadas que atuam em mercados de risco político e de gestão de reputações, atribuindo às sondagens um papel estratégico na construção de expectativas sobre cenários eleitorais. A forma de elaborar questionários, escolher temas e alternativas, definir o timing da coleta e da divulgação, bem como selecionar quais resultados ganham manchetes, produz efeitos performativos: influencia agendas de debate, decisões de voto (por exemplo, via voto útil ou desistências) e estratégias de partidos e candidatos, sobretudo em contextos de crise dos incumbentes. Em um ecossistema de capitalismo de plataforma e de vigilância, esses efeitos se ampliam: dados de opinião alimentam modelos de segmentação, campanhas direcionadas e narrativas que circulam em ambientes digitais altamente assimétricos, articulando‑se a lógicas de monetização de atenção e de exploração de afetos negativos. Essa imbricação em campos de poder é reforçada pelo modo como o “mercado de pesquisas” se estrutura: modelos baseados em margens de lucro estreitas desestimulam trabalhos de campo extensivos em regiões periféricas e rurais e desincentivam a combinação sistemática de inquéritos quantitativos com metodologias qualitativas, mais exigentes em formação, tempo e análise. Nessas condições, a simplificação não é apenas um efeito epistemológico do instrumento survey, mas também uma exigência econômica e temporal de um modelo de negócios que privilegia mensurações rápidas, baratas e numericamente elegantes, ainda que metodologicamente estreitas. Sob a lente da complexidade, as pesquisas deixam de ser vistas como instrumentos neutros de medida e passam a ser compreendidas como nodos em sistemas de interações entre mídia, mercado, elites políticas, plataformas digitais e cidadãos, com efeitos retroativos sobre o próprio objeto medido. Ao mesmo tempo em que descrevem a crise dos incumbentes, elas participam de sua dinâmica, simplificando incertezas em probabilidades numéricas que são imediatamente reapropriadas por campos de poder.


Conclusão


Pode-se concluir que a chamada crise dos incumbentes não pode ser explicada apenas por variáveis econômicas de curto prazo ou por oscilações psicológicas individuais, devendo ser compreendida como manifestação de uma crise mais ampla da democracia representativa e da governança global, em interação com a emergência de neopopulismos antissistema e com a reconfiguração tecnopolítica da esfera pública. Em diferentes contextos, promessas de bem‑estar e estabilidade democrática se mostram crescentemente difíceis de cumprir, enquanto conflitos em torno de orçamento público, políticas de austeridade, captura corporativa de instituições e desigualdades territoriais alimentam desconfiança em relação a partidos e instituições.


Nesse cenário, as pesquisas de opinião eleitorais — em especial os surveys — ocupam lugar central na produção de diagnósticos sobre o “humor” do eleitorado e sobre as chances de manutenção ou derrota dos incumbentes, tornando‑se uma espécie de linguagem comum para mídia, mercado financeiro e atores políticos. A análise desenvolvida mostrou, porém, que esses instrumentos operam sob um paradigma simplificador que pode ser criticado em pelo menos três planos. No plano histórico‑estrutural, aproximam‑se do empirismo abstrato descrito por Mills e das sondagens de opinião pública criticadas por Bourdieu: produzem “fotografias” numéricas descoladas de processos de longa duração e de diagnósticos de época, tratadas como se fossem descrições exaustivas de dinâmicas complexas.


No plano sociológico e tecnopolítico, os surveys tendem a individualizar e psicologizar as respostas, modelando o respondente como portador de uma opinião interna relativamente estável, mesmo quando operam com variáveis de classe, gênero, raça, religião e território. Essas dimensões são usualmente mobilizadas em chave aditiva, com pouca atenção à interseccionalidade entre eixos de desigualdade e pertença, e a coletas concentradas em centros urbanos, que sub‑representam territórios periféricos e áreas rurais por razões de custo e tempo. Em um país de dimensões continentais e profundas assimetrias territoriais, isso reforça um viés urbano e metropolitano que fragiliza a pretensão de cientificidade dos resultados.


No plano dos campos de poder, a suposta neutralidade técnica das pesquisas se desfaz quando se observa sua inserção em mercados de risco político e de gestão de reputações, em um ecossistema de capitalismo de plataforma e de vigilância. Levantamentos encomendados ou apropriados por grandes veículos, instituições financeiras e empresas especializadas alimentam modelos de segmentação e campanhas direcionadas, em ambientes digitais assimétricos orientados à monetização da atenção e à exploração de afetos negativos. Modelos de negócio baseados em margens de lucro estreitas desestimulam trabalhos de campo extensivos e a combinação sistemática de inquéritos quantitativos com metodologias qualitativas, tornando a simplificação não apenas um efeito epistemológico, mas uma exigência estrutural do “negócio pesquisa”.


À luz do paradigma da complexidade, essa tripla crítica converge para a necessidade de reposicionar as pesquisas de opinião no interior da pesquisa política. Em vez de serem tomadas como instância privilegiada de verdade sobre o “humor do eleitorado” e o destino dos incumbentes, os surveys podem ser reconcebidos como ferramentas parciais, inseridas em desenhos que integrem múltiplas escalas (indivíduo, redes, instituições, sistema mundial) e articulem métodos quantitativos e qualitativos — entrevistas em profundidade, grupos focais, etnografias, análises de redes e de circulação em plataformas digitais. O desafio metodológico, nessa perspectiva, é deslocar o foco da simples medição de preferências para a compreensão de processos complexos de produção de opiniões e afetos, reconhecendo a recursividade entre sondagens, narrativas midiáticas, ecossistemas tecnopolíticos e decisões de voto.


Ao articular críticas histórico‑estruturais, tecnopolíticas e complexas às pesquisas de opinião em contextos de crise dos incumbentes e neopopulismo antissistema, o artigo não pretende encerrar o debate sobre surveys, mas indicar que sua cientificidade e sua utilidade democrática dependem tanto de escolhas epistemológicas quanto da forma como o campo das pesquisas se organiza como negócio. A partir da epistemologia da complexidade, abre‑se um programa de pesquisa em que reconfigurar metodologias eleitorais, combinar inquéritos quantitativos e qualitativos e enfrentar assimetrias territoriais e digitais deixa de ser detalhe técnico para se tornar condição de possibilidade de diagnósticos menos simplificadores e mais pertinentes sobre a crise das democracias contemporâneas.


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