CURRICULUM

COLUMNIST AND SHORT STORY WRITER
In the former newspaper Estado, from Florianópolis, I published 29 columns on ecological and cultural issues in 1986, 1987 and 1988.
Before that, I had written many short stories and published some in Rio Grande do Sul. Self-criticism prevented me from publishing most of them, which remain unpublished to this day.
Literary critic and reporter
In 1993 and 1994 I was a reporter, political sub-editor, cultural page editor, and literary critic at the Jornal Pioneiro newspaper in Caxias do Sul.
Before that, between 1990 and 1992, I also worked as a radio broadcaster: I had a program on Rádio União FM in Florianópolis called "Verde Ambiente" (Green Environment). I interviewed people about socio-environmental issues.
AT THE UNIVERSITY
At university, I studied Social Communication (Journalism), obtained a Master's degree in Political Sociology (1989), and a Doctorate in Human Sciences (2000). My Master's dissertation dealt with youth and political ecology, while my doctoral thesis addressed the tobacco industry and the dilemmas faced by social groups that combat it. My undergraduate studies were at PUC-RS, until 1982. After completing my Communication degree, I began studying History at UFRGS, which I continued at UFSC, but did not finish, as I began my Master's degree (1986) after passing a public examination and obtaining a CNPq scholarship. I did my postgraduate studies at UFSC, where I currently teach – in the Department of Administrative Sciences and in the Interdisciplinary Postgraduate Program in Human Sciences. I also taught at FURJ, UDESC, UCS, and UNIVALI. I worked at the latter for 14 years. I have been working at UFSC since 2010.
More details are available in the Lattes CV :


E-books and Academic Articles
E-book sobre Guerreiro Ramos:
Atualidade da Obra de Guerreiro Ramos
Os artigos abaixo foram publicados apenas em periódicos, não em coletâneas, com exceção do primeiro, que é um
capítulo publicado numa coletânea. Estão fora de ordem cronológica.
Sustentabilidade e Epistemologia: visões sistêmica, crítica e complexa
Estudos sobre paz e conflito como campo acadêmico
Educação ambiental, crise civilizatória e complexidade
Pirataria digital de audiovisuais no Brasil: um diálogo entre representações sociais
Gerencialismo nas pesquisas sobre o cooperativismo nas ciências da administração
Diferenças e desafios na gestão contemporânea do meio ambiente no Brasil
Tensão entre racionalidades instrumental e substantiva em uma escola básica de tempo integral
Observatório Social do Brasil e os desafios organizacionais do controle social
Organizational Studies and Complexity: Stacey and Morin
Ambientalismo complexo-multissetorial
Economia social e solidária e empoderamento feminino
Morin, Chanlat e Institucionalistas
Guerreiro Ramos: trajetória e interlocutores
Modos de gestão para diversificação produtiva em regiões produtoras de tabaco
Teoria da delimitação de sistemas sociais em duas unidades da Uni-Yôga
Incubação de cooperativas populares: representações sociais e tensões entre racionalidades
Reflexividade e criticidade no ensino de graduação em Administração
Paradigma e Disciplina nas Perspectivas de Kuhn e Morin
Desenvolvimento urbano e crise de paradigma: o caso da região de Florianópolis
Souza Cruz: história e ideologia contemporânea sobre responsabilidade social
Cultura Organizacional e Irresponsabilidade Social: Documentários Cinematográficos
Estatuto da cidade: aspectos epistemológicos, sociopolíticos e juridicos
Reflexões sobre o programa de desenvovimento participativo da região serrana de Santa Catarina
Governança Local e Democrática em Dois Municípios da Grande Florianópolis
Indústria de tabaco e cidadania: confronto entre redes organizacionais
Ética Empresarial & Capital Social: Aproximações Conceituais
Capital Social e Resíduos Sólidos: Organizações e Multissetorialismo em Florianópolis
Indústria de Tabaco, Tabagismo e Meio Ambiente: as Redes Ante os Riscos
Política & Gestão Ambiental no Brasil: da Rio-92 ao Estatuto da Cidade
Ecologia política: Guerreiro Ramos e Fritjof Capra
Crise Civilizatória & Ambientalismo Transetorial
Marxismo Analítico & Funcionalismo


Reflections on Education
Escolarização versus Educação
No contexto da sociedade industrial, a educação tende a perder espaço para a escolarização. Estas duas "lógicas" entram em conflito em sala de aula. O professor é pressionado a tornar-se um gestor da escolarização, deixando de lado a lógica da educação, que é endógena e que tem como núcleo o autoconhecimento. Assim, a lógica exógena e gerencial da escolarização tende a marginalizar a educação e seu núcleo.
Isso acontece devido à busca de padronização inerente à industrialização, à busca de fornecimento de pessoal qualificado para o mercado.
A lógica da escolarização, entretanto, perde o sentido numa sociedade que busca superar a padronização industrial, numa sociedade dita "pós-industrial" ou que tenha o propósito de uma "terceira revolução industrial".
Para superar a padronização industrial é preciso superar a lógica produtivista da escolarização, que é inerente ao taylorismo e ao fordismo. É preciso também superar a síndrome do comportamentalismo, que ignora a psiquê do educando e faz pouco caso da psiquê do educador.
Taylorismo, fordismo e comportamentalismo constituem o núcleo da lógica da escolarização. E professor nenhum pode ignorá-la, sob o risco de perder seu emprego. Necessariamente o professor precisa apresentar ao seu coordenador ou diretor os resultados quantitativos do processo qualitativo que é a educação.
A questão que fica, portanto, é a seguinte: em que consiste o papel do professor enquanto educador, para além do subpapel de gestor de resultados quantificáveis?
Quem educará os educadores?, perguntou Marx.
Esta questão continua de pé. Ou o professor assume o papel de educador delimitando seu subpapel de gestor, ou será crescentemente marginalizado, superado por recursos tecnológicos, num contexto de profunda crise civilizatória.
A educação tem como núcleo o autoconhecimento, que diz respeito tanto ao educador quanto ao educando. Esse núcleo, por sua vez, é constituído por uma tradição de busca da sabedoria, que vai além do conhecimento verbal e especializado. O autoconhecimento divide-se em dois caminhos possíveis e complementares: a) o indireto, verbal, especializado ou não, sobre o próprio passado e seus condicionamentos; b) o direto, não verbal e perceptivo.
Os educadores serão educados pelo próprio autoconhecimento, pela busca de sabedoria. Nesse sentido Marx encontrou o limite de sua teoria materialista, por mais dialética que seja. A lógica dialética vai além da lógica mecanicista, sem dúvida, mas fica aquém da sabedoria, que supera todo conhecimento verbal, seja especializado ou não.
A lógica dialética, assim como a dialógica, assume a tensão entre a escolarização e a educação, assume o desafio do autoconhecimento e da busca de sabedoria. Com isso poderá delimitar a lógica da escolarização, resistir ao produtivismo e à padronização, em busca da criatividade e da inovação.



"They will pass, I'll just stay."
Mario Quintana



"I am a center, I don't violate myself. I leave myself without noting the address."
Sergio Luis Boeira


"Things that lead nowhere are of great importance."
Manuel de Barros




