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Percepção, totalidade e complexidade: diálogos possíveis entre Krishnamurti, Bohm e Morin

Introdução


Krishnamurti, David Bohm e Edgar Morin convergem em um ponto decisivo: todos os três denunciam a fragmentação da percepção e do conhecimento, bem como os condicionamentos que sustentam essa fragmentação. No entanto, cada um o faz a partir de uma trajetória singular: a) um sábio sem credenciais acadêmicas, mas reconhecido nas universidades em cursos de educação, psicologia/psicoterapia, além de ser admirado por cientistas e escritores por sua coerência e profundidade meditativa; b) um físico teórico de vanguarda na abordagem da física quântica e da holografia; c) um pensador da complexidade que reconstrói a epistemologia das ciências. As diferenças entre eles não são apenas teóricas: nascem de trajetórias de vida, campos de prática e responsabilidades distintas diante do mundo.

A seguir, apresento sinteticamente os argumentos centrais de cada autor, para depois explicitar as convergências e diferenças entre seus enfoques, encerrando com considerações finais que mantêm aberto o campo de reflexão, sem pretensão de síntese definitiva. Acrescento que esse breve ensaio – de caráter ensaístico‑epistemológico, não de exegese estrita das abordagens – é resultante de muitas leituras de livros dos três autores, ao longo de décadas, que permitiram um diálogo com a IA Perplexity, a elaboração, revisão e edição do texto. Trata-se de uma metodologia investigativa que requer uma postura de bricoleur, de artesanato intelectual, que elabora um mosaico de sentidos a partir de pedaços de teoria, dados, experiências e contextos, na interação com o que a IA, a partir de questionamentos, filtragens, seleções, reescritura, confiando mais na reflexividade e na coerência do conjunto no que na padronização maquinal.


Capa do livro sobre diálogos entre Krishnamurti e Bohm
Capa do livro sobre diálogos entre Krishnamurti e Bohm

1. Krishnamurti: o fim do “eu” psicológico e da fragmentação interior


Krishnamurti parte da experiência concreta do sofrimento humano: medo, conflito, ciúme, violência, solidão. Seu foco não é uma teoria do conhecimento, mas a investigação direta da mente, tal como ela se manifesta no cotidiano. O nó que ele quer desatar é o “eu” psicológico, entendido como feixe de memórias, imagens, comparações e desejos que se projeta no tempo buscando segurança, importância, continuidade.

Para Krishnamurti, esse “eu” é o principal agente da fragmentação: ele se separa dos outros (“eu” e “você”), separa o observador do observado, instaura o conflito entre “o que sou” e “o que devo ser”. O pensamento, identificado a esse centro, torna‑se necessariamente limitado e, ao tentar resolver os problemas que criou, os agrava. Por isso, ele é radicalmente crítico de todas as formas de autoridade psicológica – gurus, salvadores, sistemas, métodos espirituais –, pois vê nelas apenas continuidade do mesmo movimento de busca de segurança e dependência.

A questão, então, não é “melhorar” o eu, mas ver a falsidade desse centro. Krishnamurti fala de um insight, uma percepção não mediada pelo tempo psicológico, em que se vê que o observador é o próprio observado. Nessa visão, todo o edifício de imagens e medos perde realidade psicológica, e o cérebro, liberto de padrões antigos, pode operar de outra maneira. Daí sua linguagem forte sobre a possibilidade de uma mutação nas próprias células cerebrais por efeito de um insight da mente meditativa. O rigor aqui não é lógico‑conceitual, mas fenomenológico e existencial: exige uma honestidade absoluta consigo mesmo, uma atenção sem escolha que não se apoia em tradição alguma.

Em termos de conteúdo (atenção, observação, presença, ver o condicionamento), a literatura de mindfulness e Krishnamurti se aproximam e, às vezes, dialogam. Em termos de estrutura (técnica, finalidade, estatuto do eu), a abordagem de Krishnamurti permanece mais radical e menos instrumentalizável do que grande parte do mindfulness secular contemporâneo.


2. Bohm: totalidade, ordem implicada e limites do pensamento


David Bohm chega ao problema da fragmentação pela via da física e da filosofia da ciência. Seu trabalho em mecânica quântica e sua crítica às interpretações predominantes o levam a conceber a realidade como um holomovimento: um fluxo indiviso em que aquilo que percebemos como “partes” são apenas aspectos revelados de uma totalidade mais profunda. Daí sua distinção entre ordem implicada (em que o todo está, de algum modo, presente em cada parte) e ordem explicada (a dispersão em objetos separados, medidas, entidades).

Ao aproximar‑se de Krishnamurti, Bohm percebe que essa fragmentação não é apenas um problema teórico da física, mas um traço geral do pensamento humano. O sujeito se isola do mundo, disciplinas se isolam entre si, culturas entrincheiram‑se. Ele passa, então, a investigar o pensamento como um processo material, situado no cérebro e na história, que tende a se esquecer de seu próprio caráter limitado, tomando‑se por espelho fiel da realidade. Em suas reflexões, Bohm busca uma forma mais coerente de pensamento, consciente de suas próprias operações, capaz de se tornar transparente a si mesmo e de reconhecer seus limites.

Ao contrário de Krishnamurti, Bohm permanece, em grande parte, no registro conceitual e argumentativo: elabora modelos, analogias, distinções cuidadosas. Ao mesmo tempo, concorda com Krishnamurti em que existe um ponto em que o pensamento, por mais refinado, encontra seu limite. Daí seu interesse pela noção de insight: uma inteligência que não é meramente dedutiva, que pode ver de uma vez uma incoerência profunda e, nesse ver, operar mudança. Se Krishnamurti insiste na necessidade de “silêncio” além do pensamento, Bohm tenta mapear com o máximo de clareza o território até esse limiar. Os dois autores publicaram dois livros a partir de seus diálogos, o que permite observar as suas convergências e diferentes abordagens de forma bem documentada sob os objetivos que eles definem conjuntamente.


3. Morin: paradigma da complexidade e implosão dos condicionamentos


Edgar Morin chega à crítica da fragmentação a partir leitura crítica das ciências humanas e sociais, em diálogo com as ciências da natureza e com a cibernética, e de sua própria biografia intelectual, atravessada por guerra, resistência, marxismo-hegelianismo, cinema, biologia, antropologia, educação, epistemologia. O alvo privilegiado de sua crítica é o “paradigma disjuntor‑redutor” que estruturou a modernidade: separar para conhecer, reduzir o complexo ao simples, isolar disciplinas, ignorar as interdependências entre micro, “banda média” (vida cotidiana, instituições, sociedades) e macro (cosmos, história da espécie, planeta).

Contra esse paradigma, Morin propõe o pensamento complexo, entendido menos como doutrina e mais como atitude: articular, em vez de separar; reconhecer a inseparabilidade entre ordem, desordem e organização; pensar em termos de laços recursivos (produtor e produto se coproduzem), e de princípio hologramático (o todo está parcialmente inscrito na parte e a parte também parcialmente no todo). O sujeito, aqui, não é apagado em nome de uma falsa neutralidade: ao contrário, deve ser reintroduzido no conhecimento, com seus limites, afetos, pertencimentos.

Em Morin, os condicionamentos aparecem sob a forma de paradigmas, imprintings culturais, cegueiras institucionais que moldam o olhar sem que o saibamos. O pensamento complexo é, então, um esforço contínuo de autocrítica e de expansão do campo de pertinência: ligar aquilo que o saber disciplinar desliga. Não se busca um “salto” místico ou uma iluminação súbita, mas um processo histórico, educativo, argumentativo de implosão dos paradigmas fechados.

Os limites do conhecimento e a realidade para além do cognoscível, da dualidade sujeito-objeto, como é o caso da meditação, são abordados no volume 3 da série La Méthode, sob o título “A existencialidade do conhecimento” (cap. 6), mas Morin não cita Krishnamurti. Já o “princípio holo (gramático/scópico/nômico)” é tratado sob o título de “A máquina hipercomplexa” (cap. 4) do mesmo volume, no qual Bohm é citado. Apesar de sua abordagem parecer muito abstrata, Morin considera toda abstração uma forma de simplificação, que é parte da realidade complexa que ele busca tratar por meio de linguagens diversas, incluindo autobiografia, ensaio, teoria, numa recusa de se colocar em posição técnica distante do leitor.


4. Convergências: crítica da fragmentação e dos condicionamentos


Apesar das diferenças, há convergências profundas:


Crítica da fragmentação


Krishnamurti vê a fragmentação como divisão interior: observador/observado, “eu”/“outro”, passado/futuro.

Bohm a vê como resultado de um pensamento que recorta o real, tanto na ciência quanto na vida cotidiana, em partes que perdem o vínculo com o todo.

Morin a percebe como produto de um paradigma epistemológico e institucional que separa disciplinas, níveis de realidade, dimensões da experiência. Tal paradigma fragmentador gera, segundo ele, tanto o conhecimento (hiperespecializado em disciplinas que não se comunicam) quanto a ignorância, a irracionalidade, a incompreensão, a indiferença e a violência.


Condicionamentos e liberdade


Para Krishnamurti, o condicionamento é, antes de tudo, psicológico e neurológico: padrões de medo, expectativa, memória, que se repetem automaticamente.

Para Bohm, o condicionamento é também linguístico e conceitual: formas de pensar que se cristalizam, organizando percepções e ações de maneira incoerente.

Para Morin, o condicionamento é paradigmático e socio‑histórico: modos de organizar o saber e o poder que moldam, desde cedo, aquilo que consideramos “real” e “relevante”. Em todos os casos, a questão é como tornar esses condicionamentos conscientes e, na medida do possível, ultrapassá‑los.


Totalidade e complexidade do real


Krishnamurti fala, em linguagem experiencial, de uma percepção em que não há mais divisão, de uma “unicidade” que não pode ser capturada por conceitos.

Bohm elabora uma ontologia da totalidade (holomovimento, ordem implicada) que fornece um pano de fundo físico e filosófico a essa não‑divisão.

Morin, por sua vez, constrói um paradigma da complexidade que aceita o entrelaçamento da unidade e da multiplicidade, da parte e do todo, do nível micro, do meso e do macro. Em diferentes registros, os três recusam qualquer visão simplificadora que absolutize partes, pontos de vista ou métodos.

Morin aproxima‑se de Adorno (ao afirmar que a totalidade é a não verdade), desconfiando de qualquer discurso que se apresente como visão total e definitiva do real.

Bohm aproxima‑se de Morin ao reconhecer que toda descrição da totalidade é parcial e que o pensamento é estruturalmente limitado.

A diferença entre os dois é de ênfase: Bohm afirma mais fortemente uma totalidade ontológica (holomovimento); Morin insiste mais na impossibilidade de uma totalidade cognitiva (epistemológica) e na necessidade de manter, em aberto, a dialógica entre partes e todo. Nessas condições, não há ruptura necessária entre eles; há um diálogo crítico sobre como falar de totalidade sem cair na “não‑verdade”.


5. Diferenças: trajetórias, linguagens e horizontes


As diferenças entre os três espelham suas trajetórias e campos de atuação, bem como seus objetivos.


Lugar de fala e forma de rigor


Krishnamurti fala como alguém que se recusa a ocupar o lugar de mestre, ainda que seja tratado como tal: seu rigor está na exigência de ver por si mesmo, no aqui e agora, sem se refugiar em teorias ou autoridades.

Bohm fala como cientista-filósofo: ele valoriza a clareza conceitual, o argumento bem construído, a consistência lógica, sem perder a abertura para o inexplicável.

Morin fala como intelectual público e epistemólogo: seu rigor é transdisciplinar, feito de referências múltiplas, de diálogo com ciências, artes, política, educação.


Figura do sujeito


Em Krishnamurti, o sujeito psicológico – o “eu” – é algo a ser posto em questão radicalmente, até seu esvaziamento. Seria isso uma forma de niilismo? O risco de ler Krishnamurti como niilista surge quando se toma a negação como fim em si mesma; na própria obra dele, a negação é o meio para deixar o caminho livre ao que ele chama, com grande cuidado, de uma mente silenciosa, sensível e não egocêntrica – algo que ele evita positivar justamente para não virar mais um “ismo”.

Mas Krishnamurti seria contra a ciência? Para ele, ciência, técnica, computadores, tecnologia em geral são expressões de um mesmo movimento: o pensamento operando sobre o conhecido, acumulando conhecimento e usando‑o de modo cada vez mais sofisticado. Ele reconhece explicitamente que para falar uma língua, fazer ciência, construir tecnologia, “precisamos de conhecimento”. Muitas vezes aproxima seu modo de investigação do espírito científico: observação rigorosa, recusa de autoridade, importância da experimentação (só que aqui o “laboratório” é a própria consciência).

Em Bohm, o sujeito é um ponto no holomovimento que pode adquirir consciência da própria atividade do pensamento e, assim, torná‑la mais coerente.

Em Morin, o sujeito é complexo e irredutível: indivíduo, sociedade e espécie entrelaçam‑se; não se trata de abolir o sujeito, mas de torná‑lo reflexivo e consciente de suas pertenças. Para Morin, todo o apego a uma ideia, a um sistema de ideias, seja qual for, apresenta o risco de uma retroação que faz do sujeito um objeto. As ideias nos possuem na medida em que nós as possuímos. O sujeito torna-se sujeitado. O desafio do pensamento complexo é impedir isso, recusando sistemas fechados, doutrinas, crenças cegas para esse efeito bumerangue das ideias sobre o sujeito que as conhece.


Caminho de transformação


Krishnamurti aposta num insight transformador, uma espécie de “implosão” psicológica imediata dos condicionamentos.

Bohm aposta numa transformação que combina insight e elaboração: ver a incoerência, compreender a estrutura do pensamento, reformular linguagens, dialogar.

Morin aposta num trabalho histórico e educativo: reformar o pensamento, a educação, as instituições, as formas de produzir conhecimento e decidir coletivamente. Ele também aposta numa política de civilização, numa federação de nações, em que a colaboração vença a fragmentação proporcionada pelo paradigma da simplificação (disjuntor-redutor).


Relação com o leitor/ouvinte


Krishnamurti se dirige ao ouvinte como alguém que pode, no instante da comunicação, ver algo essencial por si mesmo; seu discurso é provocativo, desestabilizador. O método de Krishnamurti lembra o filósofo Sócrates no uso da conversa, da ironia com a autoridade, da recusa em oferecer doutrinas prontas e da desconfiança de uma sabedoria “embalada” em textos. Mas ele leva essa atitude para um campo mais radicalmente psicológico e meditativo, onde a questão já não é apenas esclarecer conceitos, e sim ver se a própria estrutura do eu pode cessar – algo que Sócrates não tematiza nesses termos.

Bohm convida o leitor a acompanhar um percurso conceitual exigente, quase laboratorial, em que se examinam passo a passo as armadilhas do pensamento.

Morin se dirige ao leitor como cidadão e sujeito de conhecimento: quer torná‑lo capaz de pensar o mundo, a si mesmo e a humanidade de forma mais ampla e responsável.


Considerações finais: um campo aberto à reflexão


Talvez o maior risco, ao aproximar Krishnamurti, Bohm e Morin, seja converter cada um em rótulo, ou tentar fundir suas contribuições num sistema único. Isso iria contra o espírito dos três. Cada um, do seu modo, adverte contra a tentação de transformar ideias em dogmas e mapas em territórios, contra o risco de ser dominado por algum sistema de ideais, alguma ideologia.

Krishnamurti convida a perguntar: até que ponto minha própria leitura destes autores não é mais um movimento do “eu” buscando segurança? Bohm sugere: como o meu modo de pensar – inclusive ao comparar esses pensadores – pode tornar‑se mais coerente e consciente de seus limites? Morin provoca: de que modo os paradigmas, disciplinares e culturais, condicionam o que sou capaz de ver, e como o exercício do pensamento complexo pode ampliar esse horizonte?

Em vez de escolher “quem tem razão”, talvez seja mais fecundo tomar os três como espelhos complementares. Um nos obriga a olhar de frente o centro psicológico que preferimos esconder; outro nos convida a repensar a relação entre mente, linguagem e totalidade; o terceiro nos desafia a transformar a maneira como produzimos conhecimento e organizamos a vida coletiva. O resto – o que fazer com isso na própria vida, na pesquisa, na prática social – permanece aberto, como tarefa e como possibilidade.

 

Biobliografia recomendada para ampliar o estudo


BOHM, D. A totalidade e a ordem implicada: uma nova percepção da realidade. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 1992.

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DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (org.). O planejamento da pesquisa qualitativa: teorias e abordagens. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006.

KRISHNAMURTI, J. A liberdade primeira e última. 2. ed. São Paulo: Cultrix, 2005.

KRISHNAMURTI, J. O livro da vida: meditações diárias com Krishnamurti. 9. ed. Rio de Janeiro: Nova Era, 2009.

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