Pesquisa-ação e ecologia da ação: conhecer, intervir e aprender com o inesperado
- Sérgio Luís Boeira
- há 6 dias
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Atualizado: há 5 dias
Objetivo
Analisar/interpretar as relações entre a pesquisa-ação, conforme as contribuições de René Barbier e Michel Thiollent, e o conceito de ecologia da ação, formulado por Edgar Morin, destacando as convergências, as diferenças e os desafios envolvidos na produção de conhecimento associada à transformação da realidade.
Resumo
A pesquisa-ação procura articular produção de conhecimento, participação dos sujeitos e intervenção em problemas concretos. René Barbier enfatiza suas dimensões existencial, relacional e emancipatória, enquanto Michel Thiollent se dedica principalmente à sistematização metodológica da investigação associada à ação, ao planejamento e à avaliação. Edgar Morin, por sua vez, não apresenta uma modalidade de pesquisa-ação, mas oferece, por meio do conceito de ecologia da ação, um princípio epistemológico e estratégico fundamental para compreender seus limites e possibilidades. Segundo essa perspectiva, uma ação, depois de iniciada, entra em um ambiente de interações, retroações, conflitos e acasos, podendo produzir consequências diferentes ou até contrárias às intenções originais. O diálogo entre os três autores permite conceber a pesquisa-ação não como um programa linear de transformação, mas como uma estratégia participativa, reflexiva e aberta à incerteza. Essa concepção preserva a necessidade de planejamento e rigor, ao mesmo tempo que reconhece os efeitos imprevistos, as relações de poder e a transformação recíproca entre pesquisadores, participantes e contexto.

Introdução
A pesquisa-ação ocupa uma posição singular entre as metodologias das ciências humanas e sociais. Ela não pretende apenas observar uma realidade exterior ao pesquisador, descrevendo-a ou interpretando-a. Seu propósito é articular investigação e intervenção, envolvendo pesquisadores e participantes em um processo de conhecimento e transformação de problemas concretos.
Essa característica constitui sua força, mas também sua principal dificuldade. Quando o pesquisador participa de uma ação, ele deixa de ocupar a posição de observador supostamente neutro. Passa a interagir com pessoas, instituições, conflitos, interesses, expectativas e relações de poder. A pesquisa modifica o campo estudado, enquanto os acontecimentos do campo modificam os objetivos, as interpretações e, frequentemente, o próprio pesquisador.
René Barbier e Michel Thiollent são referências fundamentais para compreender essa metodologia. Barbier apresenta uma concepção existencial, integral e multirreferencial da pesquisa-ação, na qual se destacam a implicação do pesquisador, a escuta sensível e a transformação dos sujeitos. Thiollent, por sua vez, enfatiza a organização metodológica da pesquisa, a definição de problemas, a participação, o planejamento, a implementação das ações e a avaliação dos resultados.
Edgar Morin acrescenta uma questão decisiva a esse debate: o que acontece com uma ação depois que ela é colocada em prática? Seu conceito de ecologia da ação mostra que nenhuma intervenção permanece inteiramente subordinada às intenções de quem a iniciou. Ao entrar em determinado meio social, político ou institucional, a ação participa de um jogo de interações e retroações que pode desviá-la, transformá-la ou produzir consequências inesperadas.
O confronto entre esses autores permite compreender que a pesquisa-ação precisa ser planejada, mas não pode ser inteiramente programada; deve possuir objetivos, mas precisa permanecer aberta à revisão; pretende transformar uma realidade, mas não pode pressupor que as consequências corresponderão necessariamente às intenções emancipatórias dos pesquisadores e participantes.
Pesquisa-ação: conhecimento associado à transformação
Em termos gerais, a pesquisa-ação pode ser compreendida como uma forma de pesquisa social realizada em estreita associação com uma ação ou com a busca de solução para um problema coletivo. Pesquisadores e participantes não aparecem apenas como polos separados — um que conhece e outro que é conhecido —, mas como sujeitos envolvidos cooperativamente na investigação.
Em Thiollent, essa articulação não significa abandonar o rigor científico. A pesquisa-ação não se confunde com uma atividade militante, com uma consultoria convencional ou com uma intervenção improvisada. Ela exige a formulação de problemas, a definição de objetivos, a produção e análise de informações, a deliberação entre participantes, a realização de ações e a avaliação de seus resultados.
Em seu estudo sobre a pesquisa-ação nas organizações, Thiollent apresenta um processo que abrange o comprometimento dos participantes, uma fase exploratória, a formação de grupos e seminários, a coleta e o processamento de dados, a divulgação dos resultados, a implementação das propostas e a avaliação. A pesquisa e o uso do conhecimento ocorrem simultaneamente, e as ações são reformuladas à medida que o grupo aprende com a experiência.
A participação, no entanto, não deve ser tomada como simples presença física dos integrantes. Ela supõe alguma influência efetiva sobre a definição dos problemas, a interpretação das informações e as decisões relativas à ação. Uma pesquisa na qual a direção de uma organização estabelece antecipadamente os objetivos e utiliza os participantes apenas para legitimar decisões já tomadas pode receber o nome de participativa, mas estará distante do sentido crítico atribuído à pesquisa-ação.
Barbier amplia ainda mais essa perspectiva. Para ele, a pesquisa-ação não é apenas um procedimento para resolver problemas. É um processo no qual os sujeitos investigam sua realidade, transformam suas relações e podem transformar a si mesmos. A dimensão cognitiva encontra-se vinculada às dimensões afetiva, ética, existencial e política.
Sua noção de escuta sensível expressa essa preocupação. Escutar sensivelmente não significa apenas registrar falas ou identificar opiniões. Significa reconhecer a pessoa em sua complexidade, sem reduzi-la a uma categoria social, a uma variável ou a uma função institucional. O pesquisador deve estar atento ao que é dito, ao que permanece silenciado, aos afetos, aos símbolos e às condições concretas nas quais a comunicação ocorre.
Barbier distingue diversas tradições e modalidades, entre as quais a pesquisa-ação lewiniana ou neolewiniana, a consulta-pesquisa analítica ou socioanalítica, a ação-pesquisa e a experimentação social. Desenvolve também sua própria concepção de pesquisa-ação existencial e discute a pesquisa-ação integral, pessoal e comunitária. Essa diversidade demonstra que não existe um único modelo de pesquisa-ação. Existem diferentes maneiras de relacionar investigação, participação, intervenção e transformação.
A ecologia da ação segundo Edgar Morin
A ecologia da ação não é uma modalidade de pesquisa. É um princípio do pensamento complexo aplicado às consequências das decisões e intervenções humanas. Seu ponto de partida é relativamente simples, mas possui implicações profundas: quando uma ação entra no mundo, passa a fazer parte de um ambiente que contém outras ações, interesses, forças, acontecimentos, acasos e processos de retroação.
A ação deixa, portanto, de pertencer exclusivamente ao seu autor. Pode ser apropriada por outros atores, reinterpretada, desviada de seus objetivos ou integrada a processos mais amplos que não estavam previstos inicialmente. Uma intervenção destinada a produzir determinado resultado pode gerar efeitos secundários que modificam, neutralizam ou contradizem suas finalidades.
Morin dedica uma parte de Introdução ao pensamento complexo à relação entre complexidade e ação. Os tópicos “A ação é também um desafio”, “A ação escapa às nossas intenções” e “Preparar-se para o inesperado” sintetizam sua posição. Em seguida, ao tratar da complexidade nas organizações, ele diferencia programa e estratégia.
O programa define antecipadamente uma sequência de operações que deverá ser executada em condições consideradas estáveis. É indispensável para atividades rotineiras ou relativamente previsíveis. A estratégia também estabelece objetivos e orientações, mas permanece atenta às alterações do contexto. Ela se modifica conforme surgem informações, resistências, oportunidades e acontecimentos imprevistos.
Essa distinção não significa que Morin rejeite o planejamento. Significa que o planejamento precisa reconhecer seus limites. Uma estratégia pode conter programas, mas não pode ser reduzida a eles. Ela precisa aprender com as consequências da ação e reorganizar-se diante das mudanças do ambiente.
O pensamento complexo não elimina as distinções, a precisão ou os procedimentos sistemáticos. Ele procura integrá-los sem transformar a realidade em um mecanismo simples. Morin critica os modos de conhecimento que isolam os objetos de seus contextos e ocultam a relação entre observador e realidade observada. Para ele, a estratégia política e social precisa ser construída “com e contra” a incerteza, o acaso e o jogo das interações e retroações.
O encontro entre pesquisa-ação e ecologia da ação
A pesquisa-ação apresenta uma afinidade imediata com a ecologia da ação porque não separa rigidamente conhecimento e intervenção. Os dados produzidos alteram as percepções dos participantes; essas percepções influenciam decisões; as decisões produzem efeitos; e esses efeitos modificam o problema inicialmente investigado.
O processo não é linear. Ele é circular, recursivo ou, mais adequadamente, espiralado. A ação produz conhecimento, o conhecimento orienta novas ações e as consequências dessas ações exigem a revisão das interpretações anteriores.
A tradição lewiniana (Kurt Lewin) já contém essa ideia por meio dos ciclos de diagnóstico, planejamento, ação e avaliação. Entretanto, quando esse ciclo é transformado em uma sequência padronizada e previsível, corre-se o risco de perder justamente aquilo que a ecologia da ação revela: o problema pode mudar durante a investigação; novos atores podem entrar em cena; conflitos anteriormente ocultos podem emergir; determinadas propostas podem ser apropriadas por grupos que possuem objetivos diferentes dos originalmente formulados.
A contribuição de Morin não consiste em abolir o ciclo metodológico, mas em concebê-lo como uma espiral aberta. O diagnóstico inicial deixa de ser uma descrição definitiva e passa a ser tratado como hipótese provisória. O planejamento deixa de representar uma promessa de controle e passa a oferecer uma orientação revisável.
Essa aproximação é especialmente evidente na pesquisa-ação existencial de Barbier. Ao reconhecer a implicação do pesquisador e a complexidade dos sujeitos, Barbier rompe com a imagem de uma intervenção exterior e controlada. O pesquisador não permanece intacto diante do processo. Ele escuta, interpreta, interfere, é questionado e pode modificar suas próprias concepções.
A escuta sensível torna-se, nesse sentido, uma forma de vigilância contra a simplificação. Ela permite perceber que uma ação considerada positiva pela equipe de pesquisa pode ser vivenciada de maneira diferente por outros participantes. Uma iniciativa destinada a ampliar a autonomia, por exemplo, pode ser percebida como transferência de responsabilidades sem recursos. Uma proposta de participação pode favorecer aqueles que possuem maior capacidade de argumentação e silenciar pessoas que ocupam posições subordinadas.
A ecologia da ação introduz, contudo, uma advertência crítica até mesmo às modalidades mais emancipatórias de pesquisa-ação: a intenção emancipatória não garante resultados emancipatórios. Uma pesquisa comprometida com a participação pode reforçar lideranças já dominantes, produzir dependência em relação aos especialistas ou expor conflitos que o grupo ainda não possui condições de enfrentar.
Essa possibilidade não invalida a pesquisa-ação. Ao contrário, exige maior reflexividade e responsabilidade ética. O pesquisador não deve apenas avaliar se a atividade prevista foi realizada, mas também examinar o que a ação se tornou no interior daquele contexto.
Thiollent, Barbier e Morin: contribuições complementares
As contribuições dos três autores podem ser vistas como diferentes dimensões de um mesmo processo. Thiollent oferece uma arquitetura metodológica. Ele mostra como organizar a investigação, delimitar problemas, envolver participantes, produzir informações, formular propostas e avaliar resultados. Sem essa dimensão, a pesquisa-ação corre o risco de transformar-se em um conjunto de ações bem-intencionadas, mas incapazes de produzir conhecimento verificável e comunicável.
Barbier aprofunda a dimensão existencial e relacional. Ele mostra que a pesquisa envolve sujeitos concretos e multidimensionais, e não apenas funções abstratas. Sua abordagem chama atenção para a escuta, a implicação, os afetos, os símbolos e a transformação recíproca dos participantes.
Morin acrescenta uma epistemologia estratégica. Ele evidencia que nem o rigor metodológico nem a sensibilidade relacional eliminam a incerteza. As ações entram em ecossistemas sociais que apresentam autonomia relativa, múltiplas causalidades e efeitos inesperados.
Em síntese, poderíamos afirmar: Thiollent pergunta como organizar uma pesquisa associada à ação. Barbier pergunta como compreender e vivenciar coletivamente essa ação. Morin pergunta o que acontece com a ação depois que ela entra no mundo.
Essa complementaridade permite superar uma falsa oposição entre planejamento e abertura. Planejar continua sendo necessário. O erro consiste em confundir planejamento com previsão integral e controle das consequências.
Modalidades de pesquisa-ação diante da complexidade
As modalidades de pesquisa-ação possuem graus diferentes de aproximação com a ecologia da ação, mas nenhuma delas é necessariamente complexa ou simplificadora por definição.
A pesquisa-ação técnica, voltada à solução de problemas previamente definidos por especialistas ou dirigentes, tende a aproximar-se mais do programa. Os participantes podem aparecer principalmente como fontes de informação ou executores de medidas. Nessa modalidade, existe maior risco de instrumentalização e de redução da ação a critérios de eficiência.
A pesquisa-ação organizacional pode assumir tanto uma orientação técnica quanto uma perspectiva crítica. Quando se limita a adaptar trabalhadores a mudanças definidas pela administração, sua dimensão participativa torna-se reduzida. Quando possibilita que diferentes atores discutam os problemas, os valores, as relações de autoridade e as consequências das mudanças, aproxima-se de uma estratégia complexa.
A experimentação social também apresenta uma tensão particular. A palavra experimentação pode sugerir que seria possível introduzir uma variável e controlar seus efeitos. Entretanto, organizações e comunidades não são laboratórios fechados. Os participantes interpretam a intervenção, modificam seus comportamentos e influenciam os resultados. A própria presença dos pesquisadores altera as relações observadas.
A consulta-pesquisa socioanalítica, a pesquisa-ação existencial e a pesquisa-ação comunitária apresentam maior abertura para o inesperado, pois reconhecem os conflitos, os não ditos, a subjetividade e a diversidade de posições. Mesmo assim, precisam evitar a idealização da participação e da comunidade. Uma comunidade não é uma unidade homogênea; contém cooperação, antagonismos, desigualdades e diferentes concepções do bem comum.
Portanto, a compatibilidade com a ecologia da ação não depende apenas do nome da modalidade. Depende da maneira como o processo é conduzido. Uma pesquisa-ação será mais coerente com o pensamento complexo quanto mais conseguir planejar sem fechar o futuro, distinguir sem separar, participar sem idealizar e avaliar sem limitar-se aos resultados previstos.
Desafios críticos da pesquisa-ação
A ecologia da ação também ajuda a reinterpretar as críticas tradicionalmente dirigidas à pesquisa-ação. A primeira refere-se à objetividade. Como o pesquisador participa da intervenção, não poderia assumir uma posição neutra. A resposta não consiste em negar sua implicação, mas em torná-la objeto de reflexão. O problema não é estar implicado; é ocultar ou ignorar os efeitos dessa implicação.
Outro desafio é a generalização. Os resultados da pesquisa-ação estão profundamente relacionados ao contexto. Isso limita generalizações estatísticas, mas não impede a elaboração de conhecimentos teóricos ou comparativos. A descrição rigorosa do processo, das condições e das contradições permite transferir aprendizagens para outros contextos, sem supor que os mesmos procedimentos produzirão resultados idênticos.
Existe ainda o risco de confundir pesquisa com militância ou consultoria. O compromisso com a transformação não dispensa explicitação metodológica, registro das decisões, análise das informações e confronto entre interpretações. A crítica social não pode substituir a investigação.
As relações de poder representam outro problema central. Nem todos os participantes possuem o mesmo acesso à informação, a mesma capacidade de expressão ou o mesmo poder de decisão. A participação pode ser apenas formal e funcionar como legitimação de decisões tomadas por grupos dominantes.
Por fim, há a dificuldade de avaliar resultados. Os efeitos de uma ação podem ser indiretos, tardios ou ambivalentes. Uma intervenção pode alcançar seu objetivo imediato e produzir, simultaneamente, consequências negativas em outras dimensões. A ecologia da ação exige que a avaliação inclua não apenas o que foi planejado, mas também os efeitos imprevistos, os grupos beneficiados ou prejudicados e as transformações ocorridas nas relações sociais.
Conclusões
A relação entre pesquisa-ação e ecologia da ação permite aprofundar a compreensão das metodologias participativas. Barbier e Thiollent demonstram que a investigação pode ser associada à transformação de problemas concretos sem abandonar a produção sistemática de conhecimento. Morin mostra que essa transformação ocorre em ambientes complexos, nos quais as consequências não permanecem sob controle dos autores da intervenção.
A ecologia da ação não constitui um novo tipo de pesquisa-ação. Funciona como um princípio transversal de vigilância epistemológica, metodológica, ética e política. Sua principal contribuição é impedir que a pesquisa-ação seja concebida como aplicação linear de um plano sobre uma realidade passiva.
A partir desse diálogo, a pesquisa-ação pode ser entendida como uma estratégia participativa e reflexiva. Ela precisa definir objetivos, organizar procedimentos e avaliar resultados, como enfatiza Thiollent. Deve reconhecer a implicação dos sujeitos, praticar uma escuta sensível e acolher a multidimensionalidade da experiência, como propõe Barbier. Ao mesmo tempo, deve preparar-se para o inesperado, acompanhar as retroações e admitir a possibilidade de rever suas próprias finalidades, conforme a ecologia da ação de Morin.
Uma pesquisa-ação orientada pelo pensamento complexo não renuncia à transformação. Renuncia à ilusão de que a transformação possa ser antecipadamente controlada. Seu rigor não está em executar rigidamente um programa, mas em combinar planejamento, participação, reflexão e capacidade de reorganização.
O êxito de uma pesquisa-ação, portanto, não pode ser medido apenas pela realização das atividades previstas. Ele também se manifesta na capacidade dos participantes de compreender melhor sua realidade, reconhecer seus conflitos, aprender com as consequências da intervenção e ampliar sua autonomia para enfrentar novos problemas.
Conhecer, agir e aprender tornam-se partes de um mesmo processo. A ação produz conhecimento; o conhecimento reorienta a ação; e as consequências inesperadas obrigam pesquisadores e participantes a pensar novamente. É nesse movimento recursivo, aberto e inacabado que a pesquisa-ação encontra uma de suas maiores afinidades com o pensamento complexo.
Referências
BARBIER, René. A pesquisa-ação. Tradução de Lucie Didio. Brasília, DF: Plano Editora, 2002.
MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. Tradução de Eliane Lisboa. Porto Alegre: Sulina, 2006.
THIOLLENT, Michel. Pesquisa-ação nas organizações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
P.S.: Utilizei a IA (Chap GPT-5.5) na busca de informações para o artigo, que foi concebido, editado e revisado por mim. Também usei a IA Adapta One 26 para a elaboração da ilustração.



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