Autocracia, privatização e crime organizado: o que os dados mostram na América Latina
- Sérgio Luís Boeira
- há 4 dias
- 12 min de leitura
Objetivo
Examinar, com base em dados oficiais, relatórios de organismos multilaterais e literatura acadêmica, se regimes autocráticos combatem melhor o crime organizado; em que medida a privatização das forças de segurança alimenta esse mesmo crime, a lavagem de dinheiro e a insegurança da população; e quais medidas têm funcionado na América Latina — com atenção especial ao Brasil, onde os métodos do governo Lula, do governo Bolsonaro e de governadores de direita (o Rio de Janeiro como caso mais visível) costumam ser tratados sem a devida distinção, apesar de o crime organizado já estar disseminado por diversos setores da economia e conectado a redes internacionais.
Resumo
O Equador, que desde 2024 tenta replicar o "modelo Bukele", viu os homicídios subirem 30,48% em 2025 após uma queda inicial (1). Em El Salvador, o "sucesso" de Bukele é inseparável de um pacto secreto com as gangues MS-13 e Barrio 18, documentado por sanções do Tesouro dos EUA, e custa mais de 92 mil detenções e centenas de mortes sob custódia. A privatização da segurança — armamento civil, seguranças privados, milícias — aparece, da Colômbia ao México e ao Brasil, associada não à redução, mas ao fortalecimento do crime organizado. No Brasil, o contraste entre a política federal do governo Lula (controle de armas, PEC da Segurança Pública, PL Antifacção) e a herança armamentista de Bolsonaro convive com um dado incômodo: a letalidade policial cresce tanto em estados de direita (Rio de Janeiro, São Paulo) quanto de esquerda (Bahia, Amapá), enquanto o PCC e o Comando Vermelho se espalham por 26 estados, penetram setores como combustíveis, fintechs e apostas, e mantêm ramificações na Europa e na África. Os casos de sucesso mais duradouros da região — Medellín, Uruguai, Chile, Costa Rica — não se apoiam em autoritarismo, mas em força institucional e investimento social de longo prazo. A literatura indica que não é o tipo de regime que determina a eficácia contra o crime, mas o grau de consolidação institucional.

Introdução
A ascensão do "modelo Bukele" como referência de segurança pública na América Latina reacende um debate antigo: autocracias combatem melhor o crime organizado do que democracias? E a privatização da segurança é parte da solução ou do problema? Este texto está organizado em cinco seções: os resultados efetivos de El Salvador e de outras experiências autoritárias; a privatização da segurança e sua relação com o crime organizado e a lavagem de dinheiro; o caso brasileiro, distinguindo os métodos de Lula, de Bolsonaro e de governadores de direita — com o Rio de Janeiro como caso mais conhecido —, e situando-os na expansão setorial e internacional do crime organizado; os casos latino-americanos com resultados mais sustentáveis; e o que diz a literatura sobre regime político e eficácia, antes das conclusões finais.
1. Autocracias e o combate ao crime organizado
O regime de exceção salvadorenho, vigente desde 2022, é a referência regional de "eficácia autoritária", com apenas 82 homicídios registrados em 2025. Esse número, porém, é inseparável de um pacto secreto entre o governo Bukele e o MS-13 e o Barrio 18: em 2021, o Tesouro dos EUA sancionou funcionários salvadorenhos por oferecerem benefícios financeiros e carcerários às gangues em troca de baixas taxas de homicídio e apoio eleitoral (2). Um artigo de referência no Journal of Democracy conclui que esse pacto — e não apenas a repressão — explica boa parte do "sucesso" inicial, com implicações graves para sua replicabilidade em outros países (3). O custo humano é elevado: mais de 92 mil detenções acumuladas, das quais um terço sem registro prévio como membros de gangues; a Anistia Internacional documentou mais de 470 mortes sob custódia, afirmando que isso "pode constituir crimes contra a humanidade" (4), e a Human Rights Watch resume a ambiguidade central do caso: a campanha "produziu resultados tangíveis... mas isso teve um custo elevado" (5).
Fora da América Latina, o padrão se repete sob formas distintas. Nas Filipinas, a "guerra às drogas" de Duterte matou entre 12 mil e 30 mil pessoas sem resolver o tráfico; Duterte acabou preso pelo Tribunal Penal Internacional em 2025, acusado de crimes contra a humanidade (6) — prova de que letalidade extrema não garante resultado duradouro. Já a Rússia de Putin ilustra outra via: em vez de combater o crime organizado, o Estado o coopta para fins de espionagem e guerra híbrida (7). Autocracia, portanto, não corresponde a um comportamento único frente ao crime — pode significar confronto aberto ou simbiose funcional entre Estado e organizações criminosas.
2. Privatização da segurança: alimentando o problema que promete resolver
Da Colômbia ao Brasil, a evidência converge: quando a segurança se privatiza sem regulação forte, ela tende a alimentar — não a conter — o crime organizado e a lavagem de dinheiro. Na Colômbia, as Autodefesas Unidas (AUC), fundadas em 1997 como segurança privada de fazendeiros, chegaram a 30 mil combatentes e se fundiram estruturalmente com o narcotráfico; sua desmobilização não eliminou essas redes, reorganizadas depois no Clã do Golfo (8). No México, cerca de 4.000 empresas de segurança privada empregam efetivo comparável ao da própria polícia, das quais entre 40% e 75% operam sem registro; o Cartel Jalisco Nova Geração já usou uma empresa de fachada para recrutar sicários sob capa de "escoltas" (9). Em Honduras e na Guatemala, o relatório "Security for Sale" documenta cartéis usando empresas de segurança como fachada e estima que até 40% das armas ilegais salvadorenhas estejam ligadas a empresas privadas (10).
No Brasil, o caso mais bem documentado é o das milícias do Rio de Janeiro, originadas de policiais que se apropriaram de territórios sob discurso de "proteção". O Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que a área sob controle das milícias cresceu 387,3% entre 2006 e 2021, tornando-as o maior grupo armado do estado, superando o Comando Vermelho (11) — dado que conecta a discussão internacional sobre privatização diretamente ao caso brasileiro, examinado a seguir.
3. O Brasil como caso à parte: Lula, Bolsonaro, governadores de direita e um crime organizado nacional
Desde janeiro de 2023, o governo Lula seguiu orientação oposta à do governo anterior quanto ao controle de armas: revogou as normas de flexibilização de Bolsonaro, e os registros de Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) despencaram de 361.142 (2022) para 1.076 (2023) (12) (13). Em abril de 2025, o governo entregou ao Congresso a PEC da Segurança Pública, dando status constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (14); em março de 2026, sancionou o PL Antifacção (Lei Raul Jungmann), criando o crime de "domínio social estruturado", em resposta à megaoperação do Rio de Janeiro (15). Em agosto de 2025, classificou a Operação Carbono Oculto — contra a estrutura financeira do PCC — como "a maior operação contra o crime organizado da história do país" (16). As mortes violentas caíram para 40.775 em 2025, menor patamar em 14 anos (17), mas a letalidade policial subiu na direção oposta, a 6.602 mortes — a maior já registrada, com alta em 17 dos 27 estados, "do PT ao PL" (18).
O governo Bolsonaro seguiu o caminho inverso: os decretos de fevereiro de 2021 ampliaram substancialmente o acesso a armas (19), e o número de CACs cresceu 592% entre 2018 e 2022, enquanto a fiscalização do Exército sobre eles caía (20). O Pacote Anticrime de 2019 (Moro) teve apenas 15% de suas propostas originais aprovadas sem alterações, e especialistas de universidades como UnB, FGV e UFABC classificaram a versão final como "descaracterizada" (21).
O caso mais visível de "mão dura" estadual é o Rio de Janeiro. Wilson Witzel declarou, ainda candidato, que "a polícia vai mirar na cabecinha... e fogo" (22); sob seu governo, as mortes por intervenção policial saltaram 18% no primeiro ano. Sob o atual governador Cláudio Castro, a Operação Contenção, em outubro de 2025, tornou-se a operação policial mais letal da história do Brasil — ao menos 121 mortos —, condenada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (23) e classificada pela Human Rights Watch como possível indício de intenção de matar, dada a proporção de quase 20 mortos para cada ferido (24). Padrão semelhante aparece em São Paulo, sob Tarcísio de Freitas, onde a letalidade policial subiu 20% no primeiro ano de gestão (25). É essencial, porém, evitar a simplificação partidária: segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Amapá (centro-esquerda) tem a pior taxa de letalidade policial do país, seguido pela Bahia e por Sergipe, ambos sob governos lulistas — só na quinta posição aparece um estado de direita (26). A diretora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, resume: essa valorização da violência policial "foi impulsionada pela gestão de Bolsonaro e por governadores aliados, mas também está presente em governos de esquerda, como mandatos petistas na Bahia" (26). Em dez anos, o número de civis mortos por policiais no Brasil quase triplicou, e o país lidera comparações internacionais de uso letal da força (27) — um fenômeno, portanto, transversal ao espectro político, ainda que as megaoperações do Rio e de São Paulo, sob governos de direita, tenham maior peso simbólico no debate nacional.
Enquanto o debate se concentra nas operações policiais, o crime organizado avançou sobre a economia legal em escala nacional e internacional. A Operação Carbono Oculto (que foi um marco de sucesso no planejamento e integração institucional) revelou que o PCC usou mais de 1.000 postos de combustível para movimentar R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, com fintechs e fundos de investimento servindo à ocultação patrimonial, incluindo alvos na Faria Lima (28); a facção está presente nos 26 estados e no Distrito Federal, com cerca de 30 mil membros — o triplo de 2012 (29). O Comando Vermelho consolidou domínio na Amazônia desde 2018, diversificando-se para garimpo ilegal, extração de madeira e fachadas no agronegócio, na disputa com o PCC pela "Rota Solimões" (30). Internacionalmente, a aliança do PCC com a máfia calabresa 'Ndrangheta (considerado o grupo de crime organizado mais poderoso do mundo) remonta aos anos 1980, com rota de cocaína que vai da Bolívia e do Paraguai aos portos brasileiros e de lá à Europa (31); o Parlamento Europeu identificou 87 membros do PCC em Portugal em 2025, incluindo a captura de seu líder na Europa naquele ano (32) — evidência de que nenhuma megaoperação isolada, por mais letal, tem capacidade de desmontar uma rede dessa escala.
4. O que efetivamente funciona na América Latina
Em contraste com ganhos frágeis e reversíveis, alguns casos latino-americanos mostram reduções duradouras de violência por outra via. Medellín registrou em 2024 a menor taxa de homicídios em 82 anos — queda de cerca de 97% desde o auge da era Escobar —, resultado de urbanismo social combinado a investimento sustentado em educação e emprego (33). O Uruguai teve, em 2025, a menor taxa de homicídios da América do Sul, associada por estudo acadêmico ao menor apoio institucional à “mão dura” e à alta confiança nas instituições (34); Chile e Costa Rica completam o grupo de melhor desempenho institucional da região. O Banco Interamericano de Desenvolvimento estima que metade dos homicídios das Américas está ligada ao crime organizado e lançou, com 22 países, uma aliança voltada a proteção social, fortalecimento institucional e combate a fluxos financeiros ilícitos (35). O Instituto Igarapé conclui que respostas militarizadas reduzem a violência visível no curto prazo, mas deixam intactas as finanças criminosas, com efeito corrosivo sobre as próprias instituições democráticas (36) — o contraponto direto ao que caracteriza El Salvador, o Equador e as megaoperações brasileiras.
5. Regime político e eficácia: o que diz a literatura
A pergunta "autocracia ou democracia combate melhor o crime organizado?" pressupõe uma dicotomia que a pesquisa não sustenta. Um estudo da Brookings Institution conclui que autocracias fortes e democracias fortes têm as menores taxas de homicídio, enquanto são as democracias fracas ou em transição que apresentam as taxas mais altas — a "Hipótese da Modernização" (37). Um estudo de 2025 no British Journal of Criminology, com dados do V-Dem para 171 países, encontra que a democracia se associa positivamente — não negativamente — com menores taxas de homicídio ao controlar outras variáveis, e que o desenvolvimento econômico pesa mais do que o tipo de regime (38). Isso ajuda a entender o "populismo penal": políticas de “mão dura” ganham tração eleitoral nos momentos de maior insegurança percebida, independentemente de evidência sobre sua eficácia de longo prazo (39).
Cabe uma precisão conceitual: "regime híbrido" não é sinônimo de esquerda ou direita, mas um arranjo institucional em que eleições competitivas convivem com erosão de liberdades civis e do equilíbrio entre os poderes. A Freedom House classifica tanto El Salvador quanto o Equador como "parcialmente livres" em 2026 (40); o V-Dem rebaixou El Salvador de "democracia eleitoral" para "autocracia eleitoral" a partir de 2024 (41), e o Índice de Democracia da Economist Intelligence Unit classifica o Equador como "regime híbrido" propriamente dito (42). Essa classificação institucional é plenamente compatível com o fato de que os dois governos são, ideologicamente, projetos de direita autoritária: "tipo de regime" e "orientação política" são dimensões distintas, e reconhecer a primeira não apaga a segunda.
Conclusões
Os "sucessos" autoritários mais divulgados não resistem a exame rigoroso: El Salvador depende de um pacto oculto com o crime organizado e de custos humanos elevados, sem garantia de sustentabilidade, como já mostra a reversão no Equador. A privatização da segurança tende a alimentar, não conter, o crime organizado — da Colômbia às milícias do Rio de Janeiro, a expansão pouco regulada de forças privadas está associada a mais armas, mais lavagem de dinheiro e, em casos extremos, à captura de empresas de segurança pelo próprio crime.
O caso brasileiro exige distinções que o debate público costuma ignorar. Há diferença real entre a orientação federal do governo Lula — controle de armas, PEC da Segurança Pública, PL Antifacção, combate a fluxos financeiros ilícitos — e a herança armamentista de Bolsonaro. Mas isso não deve obscurecer que a letalidade policial é hoje transversal ao espectro político, presente com intensidade tanto no Rio de Janeiro e em São Paulo quanto na Bahia e no Amapá: o problema não se resolve apenas trocando o partido no poder, mas exige reforma estrutural das instituições policiais e de inteligência financeira. Enquanto isso, o PCC opera em 26 estados e no exterior, movimenta dezenas de bilhões de reais e mantém alianças com a 'Ndrangheta na Europa — escala que nenhuma megaoperação isolada consegue desmontar.
Os casos de sucesso sustentável — Medellín, Uruguai, Chile, Costa Rica — compartilham investimento social de longo prazo, força institucional e combate a fluxos financeiros ilícitos, e não repressão pura. A literatura converge na mesma direção: não é a orientação ideológica do governo que determina a eficácia contra o crime organizado, mas o grau de consolidação das instituições do Estado Democrático de Direito. Os piores resultados aparecem nos regimes híbridos ou em transição — categoria técnica de arranjo institucional, hoje exemplificada por El Salvador e Equador, ambos governados por projetos de direita autoritária —, e isso serve de alerta para qualquer país, Brasil incluído, tentado a trocar o fortalecimento institucional pela promessa mais rápida e mais frágil da “mão dura”.
Referências
1. G1 — "O que aconteceu no país da América do Sul que adotou o modelo Bukele de combate à violência": https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/08/02/o-que-aconteceu-no-pais-da-america-do-sul-que-adotou-o-modelo-bukele-de-combate-a-violencia.ghtml
2. Departamento do Tesouro dos EUA (OFAC) — sanções por negociação com gangues: https://home.treasury.gov/news/press-releases/jy0519
3. Journal of Democracy — "The Bukele Model: Will It Spread?": https://www.journalofdemocracy.org/articles/the-bukele-model-will-it-spread/
4. Amnistía Internacional — Custo humano do regime de exceção: https://www.amnesty.org/es/latest/news/2026/07/el-salvador-el-costo-humano-del-regimen-de-excepcion-podria-constituir-crimenes-de-lesa-humanidad/
5. Human Rights Watch — "El Salvador's Democracy Is Dying": https://www.hrw.org/news/2025/09/02/el-salvadors-democracy-is-dying
6. Wikipédia — Philippine drug war: https://en.wikipedia.org/wiki/Philippine_drug_war
7. New Lines Institute — Como a Rússia usa o crime organizado para espionagem: https://newlinesinstitute.org/global-security-mil-priorities/how-russia-uses-organized-crime-for-espionage/
8. InSight Crime — Perfil da AUC (Colômbia): https://insightcrime.org/colombia-organized-crime-news/auc-profile/
9. InSight Crime — Empresas de segurança privada no México: https://insightcrime.org/es/noticias/noticias-del-dia/informe-advierte-que-empresas-de-seguridad-de-mexico-deben-ser-mejor-reglamentadas/
10. Inter-American Dialogue — "Security for Sale": https://www.thedialogue.org/wp-content/uploads/2018/03/Security-for-Sale-FINAL-ENGLISH.pdf
11. Fórum Brasileiro de Segurança Pública — Mapa dos Grupos Armados no Rio de Janeiro: https://fontesegura.forumseguranca.org.br/mapa-dos-grupos-armados-no-rio-de-janeiro/
12. G1 — Decreto de Lula revoga normas de armas (jan/2023): https://g1.globo.com/politica/noticia/2023/01/02/decreto-de-lula-revoga-normas-que-facilitavam-acessos-a-armas-e-municao-veja-o-que-diz-o-texto.ghtml
13. Senado Federal — Registros de CAC despencam sob Lula: https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/756858/noticia.html?sequence=1&isAllowed=y
14. Planalto — Lula entrega PEC da Segurança Pública (abr/2025): https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/04/lula-entrega-pec-da-seguranca-publica-ao-congresso-201ctemos-pressa-de-oferecer-ao-povo-brasileiro-um-sistema-adequado201d
15. Congresso em Foco — Lula sanciona PL Antifacção: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/117518/lula-sanciona-texto-do-pl-antifaccao-com-apenas-um-veto
16. BBC News Brasil — Reação de Lula e Castro à Operação Contenção (cita Operação Carbono Oculto): https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3dzv2d47vo
17. Folha/UOL — Mortes violentas caem 8,2% em 2025, menor patamar em 14 anos: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/07/mortes-violentas-no-brasil-caem-84-em-2025-e-chegam-ao-menor-patamar-em-14-anos.shtml
18. G1 — Mortes por policiais crescem 4,5% no Brasil em 2025: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/02/03/mortes-por-policiais-crescem-45percent-no-brasil-com-18-casos-por-dia-em-2025.ghtml
19. UOL/Agência Estado — Governo Bolsonaro edita 4 decretos de armas (2021): https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2021/02/13/governo-bolsonaro-edita-4-decretos-que-ampliam-acesso-a-armas-e-municoes.htm
20. DW — Número de CACs cresceu 7 vezes sob Bolsonaro: https://www.dw.com/pt-br/número-de-pessoas-com-cac-cresceu-7-vezes-sob-bolsonaro/a-64483069
21. O Globo — Especialistas: Pacote Anticrime de Moro foi "descaracterizado": https://oglobo.globo.com/politica/para-especialistas-pacote-anticrime-de-moro-foi-descaracterizado-23969260
22. UOL — Witzel: "a polícia vai mirar na cabecinha e fogo" (2018): https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/11/01/a-policia-vai-mirar-na-cabecinha-e-fogo-afirma-wilson-witzel.htm
23. CIDH/OEA — Nota sobre a Operação Contenção: https://www.oas.org/pt/cidh/jsForm/?File=/pt/cidh/prensa/notas/2025/221.asp
24. Human Rights Watch — "Rio police undermine public safety" (dez/2025): https://www.hrw.org/pt/news/2025/12/01/rio-police-undermine-public-safety
25. O Globo — Letalidade policial sobe 20% em São Paulo na gestão Tarcísio: https://oglobo.globo.com/politica/noticia/2023/12/26/mortes-pela-policia-aumentam-20percent-no-estado-de-sao-paulo-e-sao-uma-das-marcas-na-seguranca-publica-da-gestao-tarcisio.ghtml
26. Jornal O Sul — Letalidade policial é maior em estados da esquerda: https://www.osul.com.br/letalidade-policial-e-maior-em-estados-da-esquerda/
27. O Globo — Mortes pela polícia quase triplicaram em uma década: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/07/18/mortes-pela-policia-quase-triplicaram-em-uma-decada-aponta-forum-brasileiro-de-seguranca-publica.ghtml
28. UOL — Operação Carbono Oculto: Receita Federal (ago/2025): https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2025/08/28/carbono-oculto-receita-federal.amp.htm
29. InSight Crime — "The Rise of the PCC": https://insightcrime.org/wp-content/uploads/2020/12/InSight-Crime_The-Rise-of-the-PCC-1.pdf
30. G1 — Comando Vermelho trava guerra com o PCC na Amazônia: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/11/09/cv-trava-guerra-com-pcc-por-rotas-do-trafico-na-amazonia-apos-exterminar-faccao-que-ja-foi-3a-maior-do-brasil.ghtml
31. InSight Crime — Aliança criminosa PCC-'Ndrangheta: https://insightcrime.org/news/pcc-ndrangheta-criminal-alliance-flooding-europe-cocaine/
32. Parlamento Europeu — Nota sobre o PCC em Portugal (2025): https://www.europarl.europa.eu/doceo/document/P-10-2025-002759_PT.html
33. Medellín Rainbow — Menor taxa de homicídios em 82 anos: https://medellinrainbow.com/news/medellin-lowest-homicide-rate-82-years
34. Taylor & Francis (Global Crime) — Apoio à mano dura no Uruguai: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/17440572.2026.2672374
35. BID — Segurança cidadã na América Latina e Caribe: https://www.iadb.org/es/noticias/seguridad-ciudadana-en-america-latina-y-el-caribe
36. Instituto Igarapé — "From Narco Cartels to Criminal Networks": https://igarape.org.br/en/from-narco-cartels-to-criminal-networks/
37. Brookings Institution — Democracia e crime violento: https://www.brookings.edu/articles/democracy-and-violent-crime-2/
38. British Journal of Criminology (Oxford Academic) — Democracia e taxa de homicídios: https://academic.oup.com/bjc/article/65/4/780/7904807
39. Wilson Center — Segurança e Populismo Punitivo na América Latina: https://www.wilsoncenter.org/publication/seguridad-y-populismo-punitivo-en-america-latina
40. Freedom House — Ecuador, Freedom in the World 2026 (64/100, "Partly Free"): https://freedomhouse.org/country/ecuador/freedom-world/2026
41. Taylor & Francis (Democratization) — V-Dem, "State of the World 2024: 25 years of autocratization" (El Salvador rebaixado a autocracia eleitoral): https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/13510347.2025.2487825
42. Congressional Research Service (via congress.gov) — Tabela comparativa de índices de democracia na América Latina, Equador classificado como "Hybrid regime" pelo EIU Democracy Index: https://www.congress.gov/crs_external_products/R/HTML/R46016.html
P.S.: Usei IA Perplexity e ONE na busca de informações e na elaboração da ilustração para o texto, que foi concebido, editado e revisado por mim.



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