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Guerreiro Ramos e o caráter público: a leitura crítica de Curtis Ventriss

Resumo

Este artigo propõe uma interpretação sobre a atualidade do pensamento de Alberto Guerreiro Ramos a partir da obra Public Affairs and Democratic Ideals: Critical Perspectives in an Era of Political and Economic Uncertainty (2021), de Curtis Ventriss, publicada pela State University of New York Press (SUNY Press). O objetivo é demonstrar como um dos antigos alunos de Guerreiro Ramos recupera criticamente sua contribuição para enfrentar alguns dos principais desafios da Administração Pública contemporânea: a perda do caráter público das instituições, a predominância da racionalidade instrumental e o enfraquecimento da democracia. Além de apresentar a tese central, a estrutura e os principais argumentos do livro, este texto busca situar a obra em sua linhagem intelectual, destacando a influência decisiva de Guerreiro Ramos sobre a formação e a trajetória de Ventriss. Para tanto, recorre-se ao depoimento que o próprio Ventriss concedeu à coletânea bilíngue Guerreiro Ramos: coletânea de depoimentos, organizada por Bianor Cavalcanti, Yann Duzert e Eduardo Marques e publicada pela Editora FGV em 2014 (1). Examina-se também o conteúdo da introdução e do capítulo 5 do livro, dedicados à racionalidade, à esfera pública e ao Estado (2). Por fim, analisa-se a produção acadêmica posterior de Ventriss, que atualiza e radicaliza as teses do livro diante do fenômeno do retrocesso democrático (3). A análise aqui proposta não se limita a uma descrição bibliográfica, mas busca investigar o nexo causal entre a negligência das bases normativas da administração e a atual crise de legitimidade das instituições democráticas. Ao resgatar a interlocução entre Ventriss e Guerreiro Ramos, este artigo pretende oferecer uma base teórica sólida para pesquisadores e profissionais que buscam alternativas ao gerencialismo tecnocrático, fundamentando a necessidade de uma "publicness" revitalizada como salvaguarda contra a erosão do interesse público em escala global.



Introdução


As ideias mais duradouras raramente permanecem vivas apenas porque pertencem à história. Elas atravessam o tempo quando continuam ajudando a compreender problemas que as gerações seguintes ainda não conseguiram resolver. Esse parece ser o caso de Alberto Guerreiro Ramos. Quarenta anos após a publicação de A Nova Ciência das Organizações, um de seus antigos alunos na University of Southern California, Curtis Ventriss, voltou a dialogar extensamente com sua obra em Public Affairs and Democratic Ideals (2021). Não se trata de um gesto de reverência ao mestre, mas do reconhecimento de que algumas das questões formuladas por Guerreiro Ramos permanecem surpreendentemente atuais diante das transformações políticas, econômicas e culturais do século XXI.


O livro foi publicado em um contexto marcado por crises sucessivas da democracia representativa, aumento das desigualdades, polarização política, expansão das plataformas digitais, disseminação da desinformação e crescente influência da racionalidade econômica sobre instituições tradicionalmente orientadas por valores públicos. Para Ventriss, a Administração Pública tornou-se progressivamente mais sofisticada em seus instrumentos gerenciais, mas perdeu parte de sua capacidade de refletir sobre as finalidades da própria ação pública. Questões relacionadas à cidadania, ao interesse coletivo e à justiça social passaram a ser frequentemente tratadas como simples problemas de gestão, enquanto categorias oriundas do mercado passaram a orientar áreas cada vez mais amplas da vida social (2).


É nesse cenário que Guerreiro Ramos reaparece. Ventriss encontra em sua obra não apenas uma crítica ao economicismo ou à racionalidade instrumental, mas um esforço muito mais amplo de reconstrução dos fundamentos normativos da Administração Pública. Ao mesmo tempo, sua leitura não é simplesmente reiterativa: o autor reconhece a originalidade de Guerreiro Ramos, dialoga criticamente com algumas de suas formulações e procura atualizá-las mediante interlocuções com Hannah Arendt, Michel Foucault e outros pensadores da democracia contemporânea. A obra de Ventriss, portanto, serve como uma ponte necessária entre a teoria crítica clássica e os desafios da governança na era da incerteza radical.


O autor e sua trajetória intelectual


Curtis Ventriss é Professor Emérito de Políticas Públicas e University Scholar (2013) da University of Vermont, nos Estados Unidos. Sua produção acadêmica é extensa e abrange teoria administrativa, ética de políticas públicas, engajamento cívico, desenvolvimento econômico e políticas públicas. É autor ou coautor de três livros, sendo Public Affairs and Democratic Ideals o mais recente. Sua carreira é marcada por uma defesa intransigente da relevância social da academia, buscando sempre conectar o rigor teórico com as demandas prementes da esfera pública.


A trajetória intelectual de Ventriss revela uma preocupação constante com a erosão da dimensão pública e democrática na teoria e na prática administrativa. Já em 1987, no ensaio "Two Critical Issues of American Public Administration", o autor apontava para questões que se tornariam centrais em sua obra madura (4). Em 2019, no artigo "Democracy, Public Administration, and Public Values in an Era of Estrangement", escrito em coautoria com James L. Perry, Tina Nabatchi, H. Brinton Milward e Jocelyn M. Johnston, Ventriss aprofundou a análise sobre a desconfiança crescente em relação às instituições públicas e o fenômeno do estranhamento (estrangement) entre cidadãos e Estado (5).


O prefácio do livro de 2021 é revelador da formação intelectual do autor. Ventriss dedica a obra a Lisa e Alex Ventriss e a abre com três epígrafes de Daniel Bell, C. Wright Mills e Thomas Pynchon — indício da amplitude de suas referências. No prefácio, ele agradece explicitamente a dois mentores: John Dyckman (1922–1987) e Alberto Guerreiro Ramos (1915–1982) (2). Essa menção direta confirma o que o depoimento de 2014 já revelava: Guerreiro Ramos foi figura central na formação de Ventriss, e sua influência perpassa toda a obra, fornecendo a base para a crítica à racionalidade instrumental que domina o campo dos public affairs.


As raízes intelectuais: a influência de Guerreiro Ramos


Para compreender plenamente o livro de 2021, é indispensável conhecer a formação intelectual de Ventriss. No depoimento que concedeu à coletânea bilíngue Guerreiro Ramos: coletânea de depoimentos, organizada por Bianor Cavalcanti, Yann Duzert e Eduardo Marques e publicada pela Editora FGV em 2014, Ventriss revela que Alberto Guerreiro Ramos foi seu professor no primeiro curso de doutorado na University of Southern California (USC) (1). Ventriss descreve Guerreiro Ramos como o professor que "o libertou de suas gaiolas intelectuais", que o fez "pensar nas coisas de um modo diferente" e que lhe fez "perguntas diferentes nas quais nunca tinha pensado antes" (1). O autor trabalhou com Guerreiro Ramos ao longo de três ou quatro anos de doutorado, incluindo seus exames, e admite que só "mais tarde em minha carreira" compreendeu plenamente o que o professor tentava lhe ensinar (1).


O que mais impressionou Ventriss não foram inicialmente conceitos específicos nem modelos organizacionais, mas a atitude intelectual do professor brasileiro. Guerreiro Ramos ensinava seus alunos a desconfiar das categorias aparentemente naturais que organizavam o pensamento administrativo, estimulando-os a examinar criticamente pressupostos aceitos sem discussão. Essa observação talvez explique o próprio método adotado em Public Affairs and Democratic Ideals: em vez de apresentar novas técnicas de gestão, Ventriss procura recolocar perguntas que foram sendo abandonadas pela literatura contemporânea. O problema central deixa de ser simplesmente como administrar melhor e passa a ser administrar para quê, em nome de quais valores e em benefício de quem (1).


Esse depoimento é decisivo para a compreensão da obra de 2021, pois revela que as três grandes linhas do livro têm origem direta no pensamento de Guerreiro Ramos. Em primeiro lugar, a crítica ao determinismo de mercado. Ventriss recorda que Guerreiro Ramos já postulava, em The New Science of Organizations: Reconceptualization of the Wealth of Nations (6), de 1981, que os problemas ambientais levantariam a questão das limitações inerentes do mercado. Em segundo lugar, a crítica à racionalidade instrumental, desenvolvida no capítulo 5. Em terceiro lugar, a abordagem multidimensional contra o unidimensionalismo, inspirada no artigo "Teoria N e teoria P" de Guerreiro Ramos (7). A conexão entre o depoimento de 2014 e o livro de 2021 é explícita: a defesa da "publicness" em Ventriss é a atualização da crítica de Ramos aplicada ao contexto de erosão democrática do século XXI (1).


Publicness: a reconstrução do caráter público da Administração


Se fosse necessário resumir Public Affairs and Democratic Ideals em uma única palavra, ela seria publicness. Entretanto, a aparente simplicidade do termo esconde uma elaboração conceitual bastante sofisticada. Não se trata apenas do fato de uma organização pertencer ao Estado nem de prestar serviços públicos. Tampouco corresponde simplesmente ao que, na tradição brasileira, costuma ser denominado "interesse público". Ventriss procura construir uma categoria normativa capaz de expressar aquilo que torna uma instituição verdadeiramente pública, transcendendo a mera propriedade jurídica para focar na substância ética da governança.


A tradução literal de publicness não é simples. Termos como "publicidade", "esfera pública" ou "condição pública" deixam escapar aspectos importantes do conceito. Talvez a expressão caráter público seja a que melhor preserva seu significado. Ela permite compreender que uma organização pode possuir diferentes graus de compromisso com valores públicos, independentemente de sua natureza jurídica. O foco desloca-se da estrutura institucional para a qualidade democrática da ação pública (2). Ventriss argumenta que a Administração Pública perdeu parte de sua identidade quando passou a incorporar, quase sem reflexão, categorias oriundas do universo empresarial, como eficiência e satisfação do cliente, em detrimento da deliberação democrática e do bem comum.


Ventriss reconhece que a crítica de Guerreiro Ramos à "colonização conceitual" do mercado permanece extraordinariamente atual. Um dos maiores problemas da Administração Pública contemporânea consiste justamente na incapacidade de perceber essa colonização: as categorias do mercado deixaram de ser apenas instrumentos analíticos para se converterem em pressupostos aparentemente naturais. Na introdução, o autor define cinco características gerais de uma nova abordagem da publicness: (1) responsabilidade cívica reflexiva; (2) mandato para esclarecer a desinformação; (3) melhoria da capacidade de debate; (4) reconhecimento de públicos plurais; e (5) fortalecimento da relação entre público e profissionais (2). Essas características constituem o núcleo normativo da proposta de Ventriss para uma administração que não seja apenas eficiente, mas profundamente democrática.


A tese central e a estrutura da obra


Public Affairs and Democratic Ideals parte de um diagnóstico de época: cidadãos cada vez mais inseguros quanto ao futuro, diante de salários estagnados, globalização e desigualdade de renda e riqueza, enquanto formuladores de políticas parecem incapazes — ou não dispostos — a alcançar consenso viável sobre as grandes questões nacionais. Para Ventriss, o problema não é apenas conjuntural, mas epistemológico e disciplinar: as premissas que sustentam a teoria e a prática dominantes dos public affairs permanecem inquestionadas, e os conflitos políticos e econômicos são deslocados para problemas de administração e liderança (2).


A tese é dupla. Em primeiro lugar, é preciso reordenar prioridades intelectuais e de política pública em torno da publicness, entendida como o caráter público enquanto categoria analítica e normativa central. Em segundo lugar, isso exige recuperar o pensamento democrático crítico como abordagem substantiva do campo. Ventriss propõe uma publicness "revitalizada", fundada em três pilares: uma ciência social pública, a experimentação cívica e políticas desenhadas para as necessidades específicas dos diversos públicos (2). Esta reestruturação visa resgatar a agência do cidadão em um sistema que frequentemente o reduz a um mero receptor passivo de serviços estatais.


A obra organiza-se em duas seções, precedidas por prefácio e introdução. A primeira seção, intitulada "A importância da publicness e do pensamento democrático crítico", compreende quatro capítulos que tratam do neogerencialismo, fundamentos conceituais e racionalidade. A segunda seção, "Desafios contemporâneos", aplica esses conceitos à crise de 2008, à esfera pública digital e ao envolvimento cidadão. A arquitetura do livro é coerente: primeiro o autor estabelece o diagnóstico; depois constrói o referencial teórico; e, em seguida, aplica esse referencial a desafios concretos. A conclusão, intitulada "Reflexões de um crítico simpático", revela alguém que analisa o campo por dentro, mas acredita firmemente em sua capacidade de renovação ética e política (2).


O capítulo 5: da racionalidade substantiva à política cognitiva


O capítulo 5 é provavelmente a parte mais importante do livro para os pesquisadores da área. Intitulado "Rationality, the Public Sphere, and the State", o capítulo desenvolve a crítica de Guerreiro Ramos à racionalidade instrumental nos assuntos públicos, partindo da distinção weberiana entre ação social racional com relação a fins (instrumental) e ação social racional com relação a valores (substantiva) (2). Logo nas primeiras páginas, Ventriss aproxima Alberto Guerreiro Ramos e Michel Foucault. Enquanto Ramos oferece uma crítica da racionalidade instrumental a partir da racionalidade substantiva, Foucault evidencia como as relações de poder atravessam os discursos e as instituições. Para Ventriss, essas duas perspectivas são complementares na compreensão da crise atual da Administração Pública (2).


Ventriss faz uma afirmação de grande alcance epistemológico: A Nova Ciência das Organizações não representa apenas uma crítica à teoria organizacional, mas um esforço para redefinir as premissas normativas das próprias ciências sociais. Guerreiro Ramos denunciou a complacência intelectual dos administradores públicos diante de pressupostos nunca suficientemente examinados, especialmente a naturalização do mercado como paradigma universal. Dois conceitos do capítulo merecem destaque: a "política cognitiva" (cognitive politics), extraída de Guerreiro Ramos, que trata do uso de linguagem distorcida para moldar a interpretação pública da realidade; e a "cidadania elênquica" (elenchic citizenship), uma forma socrática e interrogativa de cidadania que Ventriss contrapõe à passividade do cidadão-cliente (2).


O capítulo também enfrenta o problema da política pós-verdade e do populismo, interpretados como uma cooptação da teoria da resistência pós-moderna. Ventriss analisa como narrativas políticas produzem versões concorrentes da realidade para enfraquecer critérios compartilhados de verdade. Nas páginas finais, o autor retorna à proposta de Guerreiro Ramos de uma sociedade multicêntrica. Inspirando-se também em Hannah Arendt, ele mostra que Guerreiro Ramos não pretendia eliminar o mercado, mas limitar sua expansão. O paradigma paraeconômico propõe uma pluralidade de espaços sociais (isonomias e fenonomias) onde predominam a deliberação e a criatividade, rompendo com a tendência de subordinar todas as atividades sociais aos critérios de mercado (2).


A produção posterior de Ventriss sobre o retrocesso democrático


Uma boa maneira de avaliar a consistência de uma obra consiste em observar o que seu autor escreveu posteriormente. No caso de Curtis Ventriss, sua produção subsequente inaugura uma linha de investigação que aprofunda os diagnósticos de 2021. Em 2025, em parceria com Gaylord George Candler, Ventriss publicou o artigo "The Relevance of Publicness in an Era of Democratic Backsliding", na The American Review of Public Administration. O conceito de publicness permanece no centro da argumentação, mas agora confrontado com o avanço do retrocesso democrático (democratic backsliding), caracterizado pelo enfraquecimento das instituições e pela erosão da confiança pública (3).


O artigo confirma e aprofunda o diagnóstico formulado no livro. Se, em 2021, Ventriss advertia que a Administração Pública havia perdido parte de sua identidade ao subordinar-se às categorias do mercado, alguns anos depois ele argumenta que essa perda de identidade compromete a capacidade das instituições de responder às ameaças contra a própria democracia. Os argumentos do artigo são três: (1) a governança democrática como prioridade central; (2) a defesa da publicness como essencial para a integridade normativa; e (3) a necessidade de um papel afirmativo da administração pública, operacionalizado na transparência democrática (3).


Essa continuidade revela que Ventriss não apresenta a racionalidade substantiva como uma teoria acabada, mas como uma pergunta permanente: quais valores devem orientar a organização da vida social? A resposta não pode ser fornecida exclusivamente pelo mercado ou pela burocracia, mas exige reflexão ética e deliberação democrática. O artigo "Misunderstanding Democratic Backsliding" (2025) reforça que a publicness deixou de ser apenas um ideal normativo para se tornar uma linha de defesa institucional necessária contra o autoritarismo e a desinformação sistêmica (8). A trajetória de Ventriss demonstra que o compromisso com o interesse público exige uma vigilância intelectual constante.


Considerações finais e avaliação crítica


Public Affairs and Democratic Ideals é uma obra de maturidade intelectual: um chamado para que a administração pública e os estudos de políticas públicas recuperem sua dimensão democrática e normativa, abandonando o conforto do gerencialismo e do empirismo estreito. Entre os pontos fortes da obra, destaca-se o fato de ser um exercício raro de teoria normativa em um campo dominado pelo empirismo gerencial. Ventriss consegue dialogar com tradições filosóficas amplas sem perder o foco na prática administrativa. O diagnóstico da despolitização dos conflitos é preciso e atual, oferecendo uma lente crítica necessária para interpretar a paralisia das instituições contemporâneas.


A originalidade e a dívida intelectual da obra merecem destaque especial. O depoimento de 2014 e o prefácio do livro permitem situar a obra em sua verdadeira linhagem: Ventriss é o herdeiro americano de uma tradição crítica que tem em Alberto Guerreiro Ramos um de seus pilares fundamentais. A defesa da publicness contra o determinismo de mercado é a tradução contemporânea das preocupações de Guerreiro Ramos, conferindo à obra uma profundidade que escapa a leituras superficiais. Publicado semanas após o ataque ao Capitólio, o livro ganhou contornos proféticos, demonstrando que a agenda proposta em 2021 tornou-se ainda mais urgente diante dos eventos globais recentes.


Para os leitores brasileiros, esse diálogo possui um significado adicional. A trajetória de Ventriss demonstra que Alberto Guerreiro Ramos continua oferecendo categorias conceituais capazes de iluminar problemas centrais da democracia contemporânea. Sua crítica à racionalidade instrumental e a proposta de uma sociedade multicêntrica continuam sugerindo que mercado e Estado possuem finalidades distintas e não devem ser submetidos a um único princípio organizador. A contribuição de Ventriss reafirma a importância do pensamento de Guerreiro Ramos, continuando a formular perguntas fundamentais sobre democracia, racionalidade e responsabilidade cívica, e validando a capacidade da produção intelectual brasileira de contribuir para questões universais (1, 2).


Referências

(1) CAVALCANTI, Bianor Scelza; DUZERT, Yann; MARQUES, Eduardo (org.). Guerreiro Ramos: coletânea de depoimentos / A Collection of Testimonials. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2014.

(2) VENTRISS, Curtis. Public Affairs and Democratic Ideals: Critical Perspectives in an Era of Political and Economic Uncertainty. Albany: State University of New York Press, 2021.

(3) VENTRISS, Curtis; CANDLER, Gaylord George. The Relevance of Publicness in an Era of Democratic Backsliding. The American Review of Public Administration, vol. 56, n. 2, pp. 91–100, 2026.

(4) VENTRISS, Curtis. Two Critical Issues of American Public Administration. Administration and Society, vol. 19, n. 1, pp. 25–47, 1987.

(5) VENTRISS, Curtis; PERRY, James L.; NABATCHI, Tina; MILWARD, H. Brinton; JOHNSTON, Jocelyn M. Democracy, Public Administration, and Public Values in an Era of Estrangement. Perspectives on Public Management and Governance, vol. 2, n. 4, pp. 275–282, 2019.

(6) GUERREIRO RAMOS, Alberto. The New Science of Organizations: A Reconceptualization of the Wealth of Nations. University of Toronto Press: Toronto, Buffalo, London, 1981.

(7) GUERREIRO RAMOS, Alberto. A modernização em nova perspectiva: em busca do modelo da possibilidade. In: HEIDEMANN, F. G.; SALM, J. F. (Orgs.) Políticas públicas e desenvolvimento: bases epistemológicas e modelos de análise. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2009.


P.S.: Usei as IAs ONE e Chat GPT para buscar informações e elaborar uma ilustração para o texto, que foi concebido, editado e revisado por mim.


 
 
 

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